Quem e o que: Profissionais de saúde — incluindo médicos, farmacêuticos, enfermeiros, biomédicos, nutricionistas e educadores físicos — além de influenciadores digitais, usam redes sociais para divulgar orientações sobre tratamentos, comunicar avanços científicos, combater informações falsas e compartilhar conselhos sobre prevenção, bem-estar e hábitos saudáveis.
Onde e quando: Plataformas digitais atuais têm se consolidado nos últimos anos como canais prioritários para a difusão de conteúdos de saúde, alcançando audiências em escala global em tempo real.
Como: O formato em vídeo e postagens curtas possibilita que uma única publicação atinja milhões de pessoas em poucas horas, influenciando percepções e comportamentos. Campanhas planejadas conseguem simplificar temas complexos em mensagens atrativas, ampliando a compreensão sobre temas técnicos e tornando informação sobre saúde mais acessível.
Por que e para quem: O ambiente online amplia o acesso à informação e engaja públicos que tradicionalmente participavam menos de discussões sobre saúde, como jovens. Plataformas também favorecem a criação de comunidades de apoio que podem aumentar a adesão a tratamentos e à adoção de práticas preventivas.
Riscos identificados: A falta de regulamentação permite a circulação de conteúdos sem respaldo científico, publicidade velada e recomendações que podem ser prejudiciais. Em um contexto onde métricas de engajamento — curtidas e compartilhamentos — têm peso maior que a robustez das evidências, torna-se tênue a diferença entre informação confiável e desinformação.
Desafio e necessidades apontadas: Há consenso sobre a necessidade de dar maior protagonismo a vozes qualificadas. Para isso são indicados mecanismos de validação de conteúdo, parcerias entre instituições de saúde e comunicadores digitais, e políticas públicas que estimulem responsabilidade na divulgação de informações em saúde.
Se esses mecanismos forem implementados, as redes sociais têm potencial para ser aliadas importantes da educação em saúde. No entanto, especialistas destacam a necessidade de vigilância contínua para evitar que a lógica dos algoritmos prevaleça sobre a lógica da ciência.
Fernanda Resende
Biomédica e Farmacêutica em formação


