14.9 C
Uberlândia
terça-feira, junho 30, 2026

21/06/2026 — Copa reacende disputa entre argentinos e texanos sobre quem faz a melhor carne

Dallas — A presença massiva de torcedores argentinos no Texas durante a Copa do Mundo voltou a alimentar uma velha discussão: qual região prepara a melhor carne bovina. A rivalidade se manifestou nas concentrações antes da partida do Grupo J contra a Áustria, com churrascos, comentários de especialistas e opiniões de consumidores sobre cortes, modos de preparo e diferenças de sabor e textura.

Quem são os protagonistas

O debate envolve produtores e consumidores do Texas e da Argentina, duas das maiores áreas produtoras de gado do mundo. Segundo dados do Departamento de Agricultura dos EUA citados no relato original, os Estados Unidos ocupam a segunda posição no ranking global de produção de carne bovina, atrás apenas do Brasil; a Argentina aparece na sexta colocação. No Texas, a indústria pesa pelo uso de alimentação à base de grãos, enquanto a maior parte do rebanho argentino é criada a pasto.

O chef argentino Carlos Eduardo Barahona, de 64 anos e residente no Texas desde 1998, defende a superioridade da carne argentina: “A carne argentina é simplesmente imbatível. A textura, o tipo de corte… não há como competir”, afirmou, citando diferença de perfil e consistência entre os produtos dos dois países. Barahona destacou que, mesmo com cortes mais baratos, a carne argentina mantém características apreciadas.

Argumento texano

Do lado texano, o comissário de Agricultura do Estado, Sid Miller, destacou a qualidade da produção local e seu papel em iniciativas bilaterais: “Não existe carne melhor do que a americana, especialmente a do Texas”, disse. Miller também reconheceu a qualidade da carne argentina e lembrou que, há mais de dez anos, o órgão abriu um escritório para aproximar pecuaristas do Texas e criadores da América do Sul, especialmente da Argentina, com objetivo de melhorar práticas de produção.

Opinião dos consumidores

Entre os torcedores, as preferências variam. O argentino Gonzalo Herrera, que visitou um Walmart em Arlington após acompanhar os gols de Lionel Messi na partida contra a Áustria, afirmou não perceber grande diferença entre as carnes, mas observou disparidade nos preços: ao colocar quatro bifes T-bone no carrinho, comentou que “os preços aqui são mais altos” e que o segredo está em escolher cortes equivalentes aos consumidos na Argentina.

No restaurante argentino Corrientes 348, em Dallas, os bifes são preparados apenas com sal e carvão de madeira de mesquite, segundo o gerente assistente Emmanuel Tobon. “Há uma grande diferença. Os texanos usam muita pimenta, manteiga e um pouco de molho barbecue”, afirmou Tobon, destacando a preferência argentina por realçar o sabor apenas com sal. Ele também disse que os torcedores da seleção têm procurado o estabelecimento em busca de gostos familiares durante a Copa e que há orgulho das tradições do asado entre os clientes.

Fernando Garcia Morillo, argentino de Buenos Aires que vive próximo a Miami, afirmou que aprecia a carne dos dois países, mas sente falta das tradições argentinas e pede os bifes “só sal, sem pimenta, bem simples”.

No fim das contas, a disputa envolve diferenças de criação do gado — pasto versus grãos —, preferências por corte e técnicas de preparo, e, sobretudo, gosto pessoal. O tema tem gerado encontros gastronômicos e conversas entre torcedores durante a competição.

Fonte: G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
Últimas Notícias
Veja também