21.7 C
Uberlândia
sexta-feira, março 6, 2026

Como lidar com chefes tóxicos após relato de equipe que chorava quase diariamente

TRANSMISSÃO: Record

Funcionários de uma pequena agência de relações públicas no Reino Unido relataram um ambiente de trabalho marcado por humilhações e padrão de cobrança considerado excessivo por quem vivenciou a rotina. Segundo uma ex-funcionária identificada como Maya (nome fictício), a gerente da equipe impunha metas “impossivelmente altas” e fazia críticas públicas que vinham acompanhadas de insultos, o que levou colegas a chorar com frequência e a adoecer por questões de saúde mental.

Maya descreveu episódios em que a chefe chamava atenção de subordinados diante do grupo e fazia comentários ofensivos. Em um caso citado pela ex-funcionária, uma colega que comentou sobre ter contratado um personal trainer para o casamento encontrou na própria mesa uma foto acompanhada da expressão “noiva gorda”, atribuída à gerente. Alguns meses após a contratação de Maya, ela conta que “todos os meus colegas choravam quase diariamente” e que a atmosfera levou à saída dela da agência.

Pesquisas citadas no relato apontam que uma em cada três pessoas já deixou um emprego por causa de ambiente tóxico ou por um chefe ruim. Especialistas ouvidos explicam, porém, que nem todo gestor com desempenho negativo é necessariamente tóxico. Ann Francke, diretora executiva do Chartered Management Institute, diferencia o “chefe acidental” — promovido por habilidade técnica, mas sem preparo para liderar — do chefe tóxico, cujo comportamento é intencional, sem empatia e sem autoconhecimento. Segundo Francke, líderes tóxicos podem sabotar a equipe, apropriar-se do trabalho de outros, liderar pelo medo e impor expectativas irreais.

Outros depoimentos reunidos por reportagem apresentam padrões semelhantes. Josie (nome fictício) relatou vigilância constante por parte da chefe, com ligações e mensagens desde manhã até à noite, retirada de projetos e exclusão de convites sociais. Hannah (nome fictício) disse ter sido humilhada por sua superior em um evento corporativo por usar o mesmo suéter que outro convidado, tendo sido compelida a trabalhar em condições desconfortáveis.

O conflito entre chefe tóxico e subordinada também é tema do filme Socorro!, cujo lançamento trouxe comentários da atriz Rachel McAdams sobre experiências pessoais com chefes difíceis. Em entrevistas, McAdams citou ter pedido demissão em um emprego temporário e sugeriu, como estratégias, a saída silenciosa quando possível e práticas como meditação para lidar com o estresse.

Para quem não pode sair do emprego imediatamente, Francke indica medidas de proteção e ação: buscar um mentor fora da linha hierárquica para aconselhamento, agendar reunião formal para expor comportamentos com exemplos concretos — possivelmente em conjunto com colegas afetados —, estabelecer limites e preservar espaço fora do trabalho, e avaliar o uso do setor de Recursos Humanos conforme o histórico da organização. Em casos de abuso grave ou risco reputacional para a empresa, a abertura de uma denúncia formal pode ser necessária, embora envolva receio de retaliação.

As recomendações visam oferecer opções para quem enfrenta chefes com conduta considerada prejudicial, mas também ressaltam a importância de avaliar o contexto interno antes de tomar medidas formais.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
Últimas Notícias
Veja também