O acamamento do arroz, caracterizado pelo tombamento parcial ou total das plantas, compromete a produtividade e a qualidade dos grãos, além de dificultar a colheita mecanizada e elevar os custos operacionais da lavoura. Para evitar essas perdas, produtores devem adotar práticas de manejo planejadas ao longo de todo o ciclo da cultura.
Fatores de risco e impactos
O problema tende a se intensificar durante o enchimento dos grãos, quando as panículas ganham peso. Ventos fortes, chuvas intensas e excesso de nitrogênio aumentam a probabilidade de tombamento. Solos encharcados e colmos frágeis também elevam o risco, resultando em perdas diretas na produtividade.
Além da queda na produção, o acamamento afeta a operação de colheita, provocando maior consumo de combustível das máquinas e aumento da umidade dos grãos colhidos. Esses fatores podem reduzir a qualidade industrial do produto e favorecer a incidência de doenças nas plantas, o que torna o manejo preventivo essencial para a manutenção do rendimento e da sanidade da lavoura.
Medidas de manejo recomendadas
A escolha da cultivar é uma das primeiras decisões que influenciam na resistência ao acamamento. Prefira cultivares de porte médio ou baixo, com colmos mais espessos, pois tendem a apresentar menor suscetibilidade ao tombamento. A densidade de semeadura também deve ser controlada, uma vez que populações muito altas podem gerar plantas mais esguias e frágeis.
O manejo do nitrogênio é outro ponto crítico: fertilizações excessivas estimulam crescimento vegetativo que deixa as plantas mais altas e menos resistentes ao vento e à chuva. Manter equilíbrio entre nitrogênio, potássio e silício é importante para garantir colmos firmes que sustentem as panículas.
O controle da irrigação deve acompanhar o estágio fenológico da cultura. Excesso de água pode enfraquecer o sistema radicular e aumentar a vulnerabilidade ao acamamento; por isso, ajustar os níveis de irrigação conforme o desenvolvimento da planta ajuda a preservar a estabilidade da lavoura.
Em suma, reduzir o acamamento requer atuação integrada: escolha adequada de cultivar, controle da densidade de plantio, adubação equilibrada e manejo hídrico ajustado, aliados ao monitoramento técnico constante para alinhar práticas ao potencial produtivo da área.


