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segunda-feira, julho 6, 2026

Brasil praticamente esgota cota de carne bovina à China e frigoríficos reduzem abates, diz StoneX

O Brasil já utilizou quase toda a cota de exportação de carne bovina destinada à China em 2026, o que levou frigoríficos a reduzir o ritmo de abates, segundo análise da StoneX divulgada nesta segunda-feira (6).

A China, maior compradora da carne bovina brasileira, estabeleceu para 2026 uma cota de 1,1 milhão de toneladas isenta da tarifa mais alta de 55% aplicada ao produto brasileiro. De acordo com a StoneX, considerando os embarques realizados desde o início das remessas em novembro do ano passado até 30 de junho deste ano, o Brasil já embarcou 98,5% desse volume.

Quando se considera a internalização no mercado chinês — ou seja, a carne que efetivamente desembarcou no país —, o preenchimento da cota alcançava 72% até 30 de junho. A StoneX observa que, levando em conta o intervalo médio de cerca de 45 dias entre embarque no Brasil e chegada à China, o saldo da cota brasileira tende a ser completado até agosto.

“Há uma expectativa de maior oferta no mercado interno, também possibilidades de remanejamento de oferta, mas a primeira reação da indústria foi diminuir os abates”, afirmou Larissa Barboza Alvarez, analista de Inteligência de Mercado da StoneX. Segundo a analista, o esgotamento da cota chinesa foi um fator que motivou frigoríficos a iniciarem férias coletivas em massa no Mato Grosso nos últimos dias.

Dados oficiais citados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) mostram que as exportações brasileiras de carne bovina atingiram recorde no primeiro semestre de 2026, com 1,705 milhão de toneladas embarcadas e receita de US$ 9,85 bilhões. A StoneX destaca que grande parte da aceleração dos embarques no período se deveu às cotas chinesas definidas para 2026.

O relatório da StoneX aponta ainda que a Austrália já esgotou sua cota para a China, de modo que os principais fornecedores tendem a reduzir o abastecimento do mercado chinês a partir de meados do terceiro trimestre. Argentina, Uruguai e Estados Unidos ainda dispõem de espaço relevante em suas cotas, mas há dúvidas sobre a capacidade desses fornecedores em preenchê-las, diante de disponibilidade mais limitada para exportação. A StoneX indica que as exportações ao mercado chinês devem retomar com o início da cota de 2027, no quarto trimestre.

Fonte: https://g1.globo.com/economia/agronegocios/noticia/2026/07/06/brasil-praticamente-esgota-cota-de-carne-bovina-a-china-e-reduz-abates-diz-stonex.ghtml (G1)

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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