Copa AMVAP encerra com saldo positivo na organização, mas rendimento dentro de campo preocupa
Ipiaçu, domingo (5) — A Copa AMVAP 2026 chegou ao fim no último domingo (5), em Ipiaçu, e deixou como marca a manutenção de um alto padrão organizacional. A competição reafirmou-se como um dos principais torneios do futebol amador regional, reunindo municípios, movimentando torcidas e promovendo integração entre as cidades participantes, segundo avaliação da organização. A estrutura dos jogos, a condução das partidas e o engajamento das equipes foram destacados como pontos fortes do evento.
No entanto, a avaliação muda ao se observar o desempenho dentro de campo. Na visão do cronista responsável pela cobertura, a edição de 2026 apresentou queda considerável na qualidade técnica dos confrontos. O comentarista relatou ter acompanhado as transmissões amadoras da AMVAP em substituição aos jogos do Campeonato Brasileiro para formar sua avaliação.
De acordo com a observação do cronista, diversos jogos foram marcados por pouca criatividade, nível técnico reduzido e ausência de atuações individuais de destaque. Embora muitas partidas tenham mantido competitividade, o futebol exibido nem sempre acompanhou esse equilíbrio em termos de qualidade técnica.
Dois exemplos foram apontados como emblemáticos: as campanhas de ATC Araguari e da Pratense. Equipes tradicionalmente cotadas para campanhas expressivas, ambas ficaram aquém do esperado e, segundo o cronista, não mostraram o futebol compatível com o potencial de seus elencos.
O regulamento sobre a utilização de atletas provenientes de outros municípios tornou-se um dos temas mais discutidos nesta edição. O cronista disse que permitir maior liberdade para cidades menores contratarem jogadores de fora, enquanto cidades maiores enfrentaram restrições mais rígidas, criou um desequilíbrio capaz de prejudicar a competitividade do torneio.
Como exemplo, foi citada a base do Araguari, composta pelo goleiro Cairo, o lateral-direito Brendon, o lateral-esquerdo Sorim, o meio-campista Reniton e o atacante Caio Lucas. A observação é de que, se o formato regulatório for mantido, essas peças podem ser contratadas por outros municípios com maior facilidade, o que enfraqueceria a equipe.
O cronista ressaltou ainda que a regra aplicada em 2026 não foi imposta apenas pela diretoria da Copa AMVAP, mas aprovada em conjunto pelos representantes dos municípios participantes. Ele sugeriu a abertura de debate para estabelecer critérios uniformes, permitindo que todas as equipes tenham o mesmo número de atletas originários de outras cidades, independentemente do porte populacional (três mil, dez mil ou mais de cem mil habitantes).
Por fim, o texto destaca que, embora a organização da Copa AMVAP siga sendo um ponto forte, a manutenção da qualidade do espetáculo exige equilíbrio técnico entre as equipes. Segundo o cronista, sem discussão e eventual revisão do regulamento, a queda de qualidade observada nesta edição pode se acentuar nas próximas temporadas.
Fonte: Gazetadotriangulo


