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sábado, setembro 26, 2026

Prato feito chega a R$ 31,90 em junho e pressiona orçamento mesmo com queda da inflação de alimentos

Resumo: O preço médio do prato feito alcançou R$ 31,90 em junho, segundo o Índice Prato Feito (IPF), elaborado pelo Núcleo de Estudos Econômicos da Faculdade do Comércio (FAC‑SP). A alta ocorre mesmo com a desaceleração da inflação dos alimentos registrada pelo IBGE.

Dados do IPF mostram que o valor médio do prato feito subiu 5,4% em relação a março e 7,2% na comparação com janeiro. Considerando um trabalhador que almoça fora durante os 20 dias úteis do mês, o gasto mensal com essa refeição chega a cerca de R$ 638, sem contabilizar outras refeições.

Em paralelo, o IBGE divulgou nesta sexta-feira (10) que o grupo Alimentação e Bebidas recuou 0,24% em junho, colaborando para que o IPCA — a inflação oficial — ficasse em 0,16% no mês. No entanto, a rubrica alimentação fora do domicílio continuou em alta, de 0,15% em junho, apesar de ter desacelerado frente aos 0,49% de maio.

Enquanto itens como café moído, frutas e carnes registraram queda de preços, o custo de refeições em bares e restaurantes manteve trajetória de aumento. O coordenador e responsável técnico pelo IPF, o economista Rodrigo Simões Galvão, destaca que o preço do prato feito incorpora não apenas os insumos servidos, mas também despesas fixas e operacionais, como aluguel, energia, salários, transporte, tributos, custos financeiros e a margem do estabelecimento.

Diferenças regionais

O levantamento aponta variação regional relevante: o Sul apresenta o maior valor médio, de R$ 34,90, seguido pelo Centro‑Oeste com R$ 34,45. No Sudeste, o preço médio é R$ 31,99. As menores médias ocorrem no Norte e no Nordeste, com R$ 29,99 e R$ 30,00, respectivamente. Segundo o estudo, essas diferenças podem levar a uma disparidade de até cerca de 16% no preço pelo mesmo tipo de refeição entre regiões.

Galvão observa que, mesmo com a elevação do valor do prato feito, o aumento nem sempre implica maior lucro para os restaurantes, uma vez que muitas vezes representa repasses parciais da alta nos custos operacionais. Os empresários enfrentam a pressão simultânea de consumidores sensíveis a preços e de despesas elevadas de operação, o que dificulta a manutenção de qualidade e sustentabilidade financeira.

Riscos futuros

Especialistas ouvidos pelo g1 indicam que um eventual fortalecimento do fenômeno El Niño pode reduzir a oferta de diversos produtos agrícolas e provocar novos reajustes. Entre os itens apontados como mais vulneráveis estão batata, cebola, tomate, cenoura, maçã e uva. O milho também pode ser afetado, elevando o custo da ração e, consequentemente, a produção de carnes. Economistas dizem ser cedo para dimensionar a intensidade desses efeitos, mas acompanham o fenômeno pelo seu potencial impacto sobre a produção agrícola e os preços dos alimentos.

Fonte: G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo Portal em Destaque, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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