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sexta-feira, março 6, 2026

American e United passam a deter 8% cada da Azul após aporte de US$ 100 milhões

American e United entram na base acionária da Azul com investimento anunciado em 19 de fevereiro

A Azul Linhas Aéreas informou nesta segunda-feira (23) que as companhias aéreas norte-americanas American Airlines e United Airlines passarão a deter, cada uma, 8% das ações da empresa em função dos aportes de US$ 100 milhões anunciados no dia 19 de fevereiro. No caso da American, a participação ainda depende de aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

O CEO da Azul, John Rodgerson, detalhou a transição durante entrevista com jornalistas sobre a saída da empresa do Chapter 11 — o Capítulo 11 da lei de falências dos Estados Unidos, mecanismo análogo à recuperação judicial no Brasil. Segundo Rodgerson, a United é parceira da Azul há cerca de 12 anos e esteve presente no conselho da companhia nesse período.

Com a nova composição societária, American e United serão consideradas “acionistas de referência”, mas, segundo o plano aprovado nos Estados Unidos, nenhuma das duas receberá automaticamente o direito de indicar integrantes do conselho de administração.

Além do investimento em capital, o acordo contempla expansão de parcerias comerciais. A Azul já mantém um acordo de compartilhamento de voos (codeshare) com a United e deve adotar um modelo semelhante com a American. Rodgerson afirmou que o entendimento comercial com a American pode ser parecido ao que existe com a United, mas ressaltou que os termos ainda precisam ser submetidos ao Cade antes de serem finalizados.

A companhia anunciou a saída do Chapter 11 na noite de sexta-feira (20), informando que o processo foi concluído em nove meses. Antes do anúncio do término da recuperação judicial, a Azul havia firmado três acordos que previam investimentos de US$ 300 milhões por parte das duas companhias aéreas norte-americanas e outros credores, como parte do plano de reestruturação.

Nos resultados divulgados pela empresa, o processo de recuperação judicial reduziu cerca de US$ 1,1 bilhão em dívidas de empréstimos e financiamentos. Somadas à diminuição de cerca de 40% nas obrigações de arrendamento de aeronaves, a queda total em passivos alcança aproximadamente US$ 2,5 bilhões. A Azul também informou ter recebido US$ 850 milhões em novos investimentos em ações.

Ao iniciar o processo em maio de 2025, a Azul estimava eliminar mais de US$ 2 bilhões em passivos e captar US$ 950 milhões em aportes financeiros. Entre outros resultados apontados pela empresa estão: redução dos pagamentos anuais de juros em mais de 50% em relação aos níveis anteriores ao Chapter 11; corte de aproximadamente um terço nos custos recorrentes com arrendamento de aeronaves; captação de cerca de US$ 1,375 bilhão por meio da emissão de Notas Seniors e de US$ 950 milhões por compromissos em equity.

O anúncio marca o encerramento formal do processo de reestruturação iniciado em 2025 e a entrada das duas companhias norte-americanas como acionistas relevantes na Azul.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
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Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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