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sexta-feira, setembro 25, 2026

Apicultores usam áreas de preservação de empresa para produzir mel e gerar renda em Aracruz (ES)

Lançado em 2005 em âmbito nacional e em 2014 no Espírito Santo, o programa oferece organização e gestão de associações, além de suporte técnico e administrativo. Em Aracruz, o projeto atende seis associaiações e abrange um total de 1.170 colmeias.

Segundo os dados do programa, a produção média por colmeia é de quase 35 kg, o que resulta em aproximadamente 40,9 toneladas de mel por safra. As colheitas são realizadas duas vezes ao ano. Para participar, os produtores precisam integrar uma das associações apoiadas pelo programa.

O apicultor Sebastião Grazziotti, com mais de 50 anos de experiência, mantém cerca de 30 apiários com 20 colmeias cada dentro das áreas de mata cedidas pela empresa. Grazziotti afirma que a manutenção dessas áreas preservadas fornece recursos naturais essenciais para a criação de abelhas, condição que, segundo ele, é rara em outras locaisidades.

Para muitos produtores, a cessão de espaço solucionou um problema antigo: a falta de propriedades rurais próprias. Domingos Alburghetti relatou que a maioria dos apicultores depende de parcerias para instalar colmeias, e que as áreas de preservação, por serem protegidas, oferecem o alimento necessário para a sobrevivência das colônias.

Além do espaço, o programa promove capacitação e fornece insumos, tecnologias e equipamentos ligados à apicultura. Rafaela Cavalcanti, consultora de desenvolvimento social da empresa, informou que o apoio inclui orientações para obtenção da carteirinha de apicultor, documento considerado importante para a profissionalização e para a comercialização segura do mel.

A atividade também tem importância ambiental: a apicultura e a meliponicultura — criação de abelhas com e sem ferrão — contribuem para a polinização, serviço ecológico vital para a manutenção da biodiversidade e para o ciclo reprodutivo de várias espécies.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o Espírito Santo produziu 846 mil quilos de mel em 2024, um aumento de 55% em relação a 2016, quando foram registrados 544 mil quilos. O valor da produção no estado passou de R$ 6,2 milhões em 2016 para R$ 12,3 milhões em 2024. Aracruz é a maior produtora estadual, responsável por 10,6% da produção, seguida por Fundão (9,7%) e Marechal Floriano (9,5%).

O projeto segue oferecendo suporte técnico e administrativo às associações e garantindo acesso a recursos que permitam ampliar a produção e a comercialização do mel em Aracruz.

Fonte: G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo Portal em Destaque, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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