21.7 C
Uberlândia
sexta-feira, março 6, 2026

Alckmin diz que Brasil foi o principal beneficiado pela nova tarifa global de 15% dos EUA

Geraldo Alckmin afirma que Brasil foi mais favorecido por mudança nas tarifas dos EUA

O presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, declarou nesta segunda-feira (23), em evento na Fiesp, em São Paulo, que o Brasil foi o país mais beneficiado pelas alterações nas tarifas anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A mudança citada por Alckmin é a instituição de uma tarifa global de 15% sobre produtos importados para os EUA, que passou a vigorar nesta terça-feira (24). A medida foi divulgada após decisão da Suprema Corte americana que derrubou parte do conjunto de sobretaxas aplicado com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA).

Segundo o vice-presidente, a redução para 15% representa vantagem para o Brasil em comparação com patamares anteriores de até 50% cobrados sobre alguns produtos. Alckmin ressaltou que, além da diminuição geral das alíquotas, houve ampliação da lista de itens isentos, destacando que a lista inclui petróleo, carne bovina, suco de laranja, café e equipamentos tecnológicos como semicondutores e eletrônicos.

Alckmin afirmou também que a alteração das tarifas abre espaço para a retomada do comércio exterior brasileiro com os Estados Unidos, especialmente no segmento industrial manufaturado. Ele lembrou que, embora a China seja o maior comprador das exportações brasileiras e a União Europeia o segundo, os EUA ocupam a terceira posição na lista de compradores do Brasil e são um mercado relevante para bens industriais como aeronaves, máquinas e motores.

Relatório da organização independente Global Trade Alert, citado pelo G1, indica que Brasil e China serão os países mais beneficiados com a reconfiguração tarifária. O estudo aponta que o Brasil terá a maior redução nas tarifas médias, com queda de 13,6 pontos percentuais; a China registraria recuo de 7,1 pontos e a Índia de 5,6 pontos. Em contrapartida, aliados dos EUA como Reino Unido (+2,1 pontos), União Europeia (+0,8 ponto) e Japão (+0,4 ponto) enfrentariam aumento nos encargos médios com a nova alíquota.

As medidas, conforme divulgado pela Casa Branca na sexta-feira (20), mantêm uma lista ampliada de isenções que mira evitar tributos sobre diversos produtos industriais e tecnológicos, segundo a publicação oficial.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
Últimas Notícias
Veja também