A Embraer e a sueca Saab firmaram um acordo para fabricar mais 20 caças Gripen no complexo industrial da Embraer em Gavião Peixoto (SP). O anúncio foi feito na terça-feira (21 de julho de 2026) e prevê a montagem das aeronaves no interior de São Paulo como complemento à linha de produção instalada em Linköping, na Suécia.
Segundo as empresas, o entendimento estabelece as bases para ampliar a capacidade de fabricação do modelo e atender à demanda internacional pelo caça, que já é operado pela Força Aérea Brasileira (FAB). A unidade de Gavião Peixoto ficará responsável pela montagem das novas aeronaves dentro de um modelo de produção integrado com a fábrica da Saab.
A parceria entre Embraer e Saab, iniciada há mais de dez anos com o Programa Gripen da FAB, volta a ser fortalecida com o acordo. A cooperação envolveu, desde o início, programas de treinamento e transferência de tecnologia, com participação de engenheiros, pilotos de teste, técnicos e outros especialistas brasileiros em atividades na Suécia.
O presidente e CEO da Saab, Micael Johansson, afirmou que a expansão da parceria reforça a presença da empresa na América Latina e amplia a capacidade para aproveitar oportunidades de negócios futuras. Do lado brasileiro, o presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança, Bosco da Costa Junior, destacou que o incremento no acordo consolida o papel estratégico da Embraer no programa Gripen e a posiciona para suprir a ampliação da produção e atender novos mercados.
O complexo de Gavião Peixoto é apontado pelas fabricantes como um dos mais importantes polos aeroespaciais do país, reunindo atividades de fabricação, montagem e ensaios. A previsão é de que a produção dos 20 novos caças também fortaleça a cadeia de fornecedores e gere novas oportunidades para a indústria aeroespacial de alta tecnologia no Brasil.
Sobre o modelo, a aeronave Gripen F-39E alcança até 2,4 mil km/h — cerca de duas vezes a velocidade do som —, tem autonomia de voo de até duas horas e meia e dispõe de capacidade de reabastecimento em voo, o que amplia seu alcance operacional. Em fevereiro de 2026, pela primeira vez, o caça foi colocado em alerta de defesa aérea no país, podendo ser empregado em missões reais para proteção do espaço aéreo da capital federal.
A apresentação do primeiro caça montado no Brasil foi considerada um marco para o programa, ao consolidar o domínio nacional sobre etapas estratégicas de produção de aeronaves militares de alta tecnologia.
Fonte: G1


