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quinta-feira, setembro 24, 2026

Dólar avança e Ibovespa recua com alta do petróleo e intensificação de ataques entre EUA e Irã

HORÁRIO: 10h30 (Brasília UTC-3)

O dólar opera em alta nesta quinta-feira (23), registrando avanço de 0,77% por volta das 10h30, cotado a R$ 5,0899. No mesmo horário, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, apresentava queda de 0,61%, aos 176.470 pontos.

O movimento do câmbio e o desempenho das ações no Brasil acompanham a forte valorização do petróleo, motivada pela escalada dos confrontos entre Estados Unidos e Irã. O barril do Brent, referência internacional, subia 5,25%, sendo negociado a US$ 99,99 por volta das 10h30. O West Texas Intermediate (WTI) também avançava 5,25%, cotado a US$ 91,39 por barril.

Analistas e agentes do mercado destacam que a redução do tráfego no Estreito de Ormuz intensifica receios sobre interrupções no fornecimento global de petróleo. A commodity voltou a se aproximar do patamar de US$ 100 o barril mesmo com relatos de que Omã mediava negociações envolvendo a Arábia Saudita, grupos iemenitas e um enviado especial da Organização das Nações Unidas.

No campo militar, o Comando Central dos EUA (CENTCOM) informou que conduziu nova rodada de ataques contra instalações militares iranianas, marcando a 12ª noite consecutiva de operações. Segundo o CENTCOM, alvos atingidos incluíram depósitos de mísseis e drones, sistemas de defesa aérea, capacidades marítimas e pontos de vigilância costeira. O comando também declarou ter retomado um bloqueio marítimo contra o Irã e que mais de 50 mil militares americanos seguem mobilizados na região.

De seu lado, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter atacado e destruído equipamentos militares americanos na Jordânia e ter atingido bases dos EUA no Kuwait, incluindo Arifjan e Doha. Os houthis, aliados do Irã no Iêmen, informaram terem atacado dois petroleiros sauditas, o que pode criar um segundo ponto de estrangulamento na oferta mundial de petróleo, além do risco de fechamento do Estreito de Ormuz.

Além dos fatores geopolíticos, o mercado segue atento ao novo pacote de tarifas anunciado pelos Estados Unidos. A taxa adicional de 25% sobre parte das exportações brasileiras passou a vigorar ontem. Há expectativa de que seja divulgada em breve uma nova alíquota, estimada entre 10% e 12,5%, que afetaria cerca de 60 parceiros comerciais, incluindo o Brasil. Autoridades americanas vincularam a cobrança a práticas comerciais e ambientais de parceiros estrangeiros; o governo brasileiro contestou os argumentos, e o ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, classificou as justificativas como “absolutamente improcedentes” e “inverídicas”.

No cenário corporativo, a temporada de balanços também pressionava os mercados: as ações da Alphabet recuavam no pré-mercado após a empresa elevar sua projeção de investimentos, reforçando gastos com inteligência artificial.

Indicadores de desempenho acumulado: dólar — semana: -1,17%; mês: -2,16%; ano: -7,97%. Ibovespa — semana: +2,21%; mês: +3,21%; ano: +10,19%.

Na Europa, as bolsas operavam em queda por volta das 10h30: DAX (Alemanha) -1,41%, CAC-40 (França) -1,77% e FTSE 100 (Reino Unido) -0,95%. Na Ásia, os mercados fecharam majoritariamente em alta: CSI 300 +0,23%, SSEC +0,25%, Hang Seng +1,28%, Kospi +4,40% e Nikkei +0,46%.

Fonte: G1

Evaldo Ribeiro
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Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo Portal em Destaque, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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