O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou que o presidente eleito, Abelardo de la Espriella, atua sob influência direta do governo dos Estados Unidos. O comentário foi feito durante a cerimônia em que Petro entregou a espada de Simón Bolívar — seu último ato oficial antes de deixar o cargo em 7 de agosto.
Críticas à interferência e ao apoio de autoridades americanas
Segundo Petro, De la Espriella, advogado identificado com a extrema direita, recebeu apoio público do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante a campanha. Para o chefe de Estado colombiano, esse apoio reflete uma interferência externa que compromete a autonomia política do país.
Petro questionou o resultado das eleições, dizendo não reconhecer a vitória anunciada e sustentando que o verdadeiro vencedor teria sido o senador governista Iván Cepeda. Na ocasião, ele acusou também setores do governo norte-americano de exercer influência sobre a política colombiana, citando especificamente o papel do Departamento de Estado, atualmente sob a liderança do republicano Marco Rubio.
O presidente em fim de mandato sugeriu ainda que assessores com ligações ao narcotráfico poderiam estar influenciando decisões em Washington, e alertou para a perda de independência das nações libertadas por Bolívar, afirmando que “as cinco repúblicas de Bolívar estão em processo de perder sua independência”.
Com a posse de De la Espriella, o país entra em um cenário de incerteza. O presidente eleito propôs reduzir o tamanho do Estado em 40% e prometeu endurecer a ação contra guerrilhas e cartéis de narcotráfico, medida apresentada em um momento em que a Colômbia enfrenta o que autoridades definem como a pior onda de violência em uma década.
Recentemente, De la Espriella anunciou a criação de um escritório do programa Escudo das Américas em Medellín, iniciativa vinculada à aliança liderada por Trump para o combate ao tráfico de drogas na região. O anúncio inclui possíveis repercussões para países vizinhos, como o Brasil, que também enfrenta desafios relacionados ao narcotráfico e à segurança pública.
Fonte: Uberlandianofoco


