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quarta-feira, agosto 12, 2026

X-62A realiza 27 interceptações autônomas contra T-38 em testes com IA na Base Edwards

O avião experimental X-62A VISTA completou 27 interceptações autônomas contra um T-38 Talon ao longo de oito voos realizados na Base Aérea de Edwards, na Califórnia. As missões fizeram parte da série de testes HAVE HEAT e demonstraram a capacidade da aeronave de empregar inteligência artificial para tomar decisões de manobra com base em dados sensoriais reais.

Durante as operações, o X-62A recebeu informações de rastreamento em tempo real fornecidas pelo sistema infravermelho Legion Pod IRST. Esses dados ópticos, que acompanham alvos pela assinatura térmica, foram processados pelo software a bordo sem depender exclusivamente de cenários previamente simulados.

O núcleo da autonomia foi o sistema de inteligência artificial chamado “Supermassive”, criado pela divisão Skunk Works da Lockheed Martin. A integração do Supermassive ao X-62A foi concluída em três meses e permitiu converter sinais infravermelhos captados pelo Legion Pod IRST em comandos de manobra executados em tempo real durante as interceptações.

Os ensaios exigiram que a aeronave interpretasse informações sujeitas a falhas, ambiguidades e interferências e, ainda assim, agisse com base nesses dados. Como o alvo T-38 foi monitorado de forma passiva pelo calor emitido, as interceptações dispensaram o uso de radar ativo, possibilitando que o X-62A mantivesse silêncio eletrônico durante as ações.

Embora o nível de autonomia tenha sido alto, todos os voos contaram com um piloto de segurança a bordo. A presença humana atende aos protocolos da Força Aérea dos Estados Unidos e garante a possibilidade de retomar o controle manual caso seja necessário.

Ron Fehlen, vice‑presidente e gerente‑geral da Skunk Works, afirmou que os testes mostraram a habilidade do sistema de receber informações infravermelhas classificadas e executar, em tempo real, manobras consideradas críticas para o combate. Segundo a Lockheed Martin, a experiência representa uma mudança operacional: em vez de funcionar apenas com dados preparados anteriormente, o sistema transformou sinais sensoriais do ambiente real em respostas de voo durante interceptações.

Os voos na Base Aérea de Edwards e a integração do Supermassive ao X-62A marcam avanço nos ensaios de combate aéreo autônomo, ao comprovar a conversão de dados infravermelhos em decisões de manobra sem depender do radar ativo.

Fonte: Uberlandianofoco

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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