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terça-feira, agosto 25, 2026

Arrecadação federal atinge R$ 289,3 bilhões em julho, novo recorde para o mês

A arrecadação do governo federal com impostos, contribuições e outras receitas somou R$ 289,3 bilhões em julho de 2026, informou a Receita Federal nesta terça-feira (25). O valor representa alta real de 9% em relação a julho do ano passado, quando a arrecadação, corrigida pela inflação, foi de R$ 265,5 bilhões.

Segundo a Receita, o montante de julho é o maior já registrado para o mês desde o início da série histórica, em 1995 — um período de 32 anos. O órgão atribuiu o desempenho ao crescimento da economia e às medidas de aumento da tributação implementadas pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nos últimos anos.

Fatores que elevaram a arrecadação

A Receita lista uma série de mudanças tributárias que contribuíram para o aumento da arrecadação: elevação da tributação sobre fundos exclusivos (alta renda) e sobre offshores; alterações na tributação de incentivos e subvenções concedidos por estados; aumento de impostos sobre combustíveis promovido em 2023 e mantido posteriormente; reoneração gradual da folha de pagamentos; fim de benefícios fiscais ao setor de eventos (programa Perse); início da tributação de apostas; aumento do IOF sobre crédito e câmbio; e maior tributação dos juros sobre capital próprio.

Além das medidas fiscais, a alta do preço do petróleo também elevou receitas, diz a Receita. Com preços mais altos, em razão da guerra entre Estados Unidos e Irã, aumentaram entradas relacionadas a royalties e à extração. O Executivo também instituiu uma taxação adicional sobre exportações, o que contribuiu para o resultado.

Acumulado do ano e meta fiscal

No acumulado de janeiro a julho de 2026, a arrecadação federal foi de R$ 1,87 trilhão sem correção pela inflação. Ajustada pelos preços, a receita acumulada alcançou R$ 1,9 trilhão, cifra 7% maior em termos reais na comparação com os primeiros sete meses de 2025, quando somou R$ 1,77 trilhão. Esse total também é recorde para o período, segundo a Receita Federal.

O governo espera que o aumento da arrecadação ajude a cumprir a meta fiscal de 2026. A meta central é um saldo positivo de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 34,3 bilhões. O arcabouço fiscal aprovado em 2023 estabelece uma margem de tolerância de 0,25 ponto percentual: a meta será considerada formalmente cumprida se o governo apontar saldo zero ou alcançar superávit de R$ 68,6 bilhões.

O mesmo texto permite que o Executivo exclua R$ 57,8 bilhões de despesas desse cálculo e use esses recursos para pagar, por exemplo, precatórios. Na prática, a previsão mencionada no relatório é de um rombo de R$ 23,3 bilhões nas contas públicas em 2026, mesmo que o cálculo oficial da meta apresente resultado positivo. Caso esses números se confirmem, as contas do governo permaneceriam negativas ao longo do terceiro mandato do presidente Lula.

Fonte: G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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