Conversas entre Washington e Caracas incluem oferta de participação nas reservas petrolíferas
A administração Trump está em negociações com o governo interino da Venezuela para adquirir uma participação nas vastas reservas de petróleo do país, informou o site americano Axios, citando dois altos funcionários da Casa Branca.
A Venezuela detém as maiores reservas conhecidas de petróleo do mundo. Segundo a reportagem, a iniciativa ocorre em um contexto de mudanças políticas no país sul-americano: em 3 de janeiro, uma operação militar americana invadiu a Venezuela e prendeu o presidente Nicolás Maduro. Ele foi transferido para Nova York, onde está detido e aguarda julgamento.
Com a detenção de Maduro, Delcy Rodríguez, então vice-presidente, foi empossada como chefe do governo interino. O novo Executivo venezuelano adotou medidas consideradas favoráveis a Washington, entre as quais a libertação de presos políticos e o envio de petróleo para os Estados Unidos.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, é apontado como o principal responsável pelas decisões relativas a Caracas. Fontes citadas pelo site afirmam que Rubio tem defendido uma aproximação com a Venezuela devido à relevância do país para o mercado internacional de petróleo.
O tema ganhou ainda mais urgência na Casa Branca após a escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã, que pressionou os preços globais da commodity. Paralelamente, a oposição venezuelana e organizações de direitos humanos têm cobrado avanço mais rápido nas negociações políticas no país.
Apelos por aceleração do diálogo também receberam apoio no Congresso dos EUA, tanto de parlamentares democratas quanto republicanos, segundo a reportagem. Rubio, conforme já havia declarado anteriormente, defende que a saída de Maduro deveria ser seguida por três etapas: estabilização econômica, reorganização política e uma transição rumo a eleições.
Imagens publicadas junto à reportagem mostram tanques com o logo da PDVSA em refinaria em Curaçao (foto de Andres Martinez Casares/Reuters). Outra fotografia citada registra Marco Rubio em evento em Washington, em 4 de agosto de 2026 (Kevin Lamarque/Reuters).
Fonte: G1


