Resumo: A telemedicina tem se consolidado como alternativa para diminuir o intervalo entre o aparecimento de sintomas e o primeiro contato com um médico em quadros de baixa complexidade, oferecendo avaliação remota sem deslocamento e complementando o atendimento presencial.
A demora para obter atendimento médico, especialmente em períodos de maior demanda, estimula o uso de recursos digitais. O Ministério da Saúde classifica a Telessaúde como uma estratégia que emprega tecnologias digitais para complementar o cuidado presencial, abrangendo serviços como teleconsulta, teleorientação, telemonitoramento, teletriagem e telediagnóstico.
Dados oficiais apontam expansão do atendimento digital no país. Conforme o Relatório de Gestão 2025 do Ministério da Saúde, foram registrados 3.210.529 atendimentos de telessaúde no ano passado, elevando o total acumulado para 5.736.725 atendimentos. Em 2024, o registro havia sido de 2.526.196 atendimentos.
A expansão também é observada no setor suplementar. Em maio de 2026, o Brasil contabilizava 53.077.896 beneficiários de planos de saúde, segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), cifra que representa um aumento de cerca de 1,9% em relação a maio de 2025.
Para pacientes que precisam conciliar trabalho e deslocamento, a possibilidade de atendimento remoto representa uma alternativa prática: sintomas leves podem ser avaliados inicialmente por videoconferência ou outro recurso digital, e o profissional orienta sobre condutas ou encaminha para atendimento presencial quando necessário.
Um exemplo prático é o PopVita, plano do Grupo Unimed Uberlândia voltado ao segmento empresarial — incluindo MEIs, microempresas, startups e profissionais autônomos — que utiliza ferramentas digitais como Pronto Atendimento Virtual, aplicativo, telemedicina, Clínica NexaSaúde e acesso a serviços laboratoriais como portas de entrada para o cuidado.
Segundo o assessor de negócios Matheus Santamarina, a demanda por soluções mais ágeis e compatíveis com a rotina tem impulsionado a adoção dessas alternativas. Ele afirma que a telemedicina amplia pontos de acesso, facilita o primeiro contato com a assistência suplementar e direciona o paciente ao atendimento presencial quando o caso exigir.
Na prática, o atendimento virtual envolve acesso do paciente à plataforma, coleta de informações sobre sintomas e histórico pelo profissional e definição, dentro dos limites da modalidade, da orientação mais adequada. O modelo tem restrições: casos que necessitam de exame físico, procedimentos ou investigação imediata, assim como situações de emergência, devem ser atendidos presencialmente.
O uso combinado de recursos digitais e estruturas presenciais tende a organizar a jornada do paciente, oferecendo uma alternativa de acesso em situações compatíveis com o atendimento remoto, sem suprimir a necessidade do atendimento presencial quando for imprescindível.
Fonte: Revistasoberana


