Décima edição reúne público, música e acessibilidade
A Esplanada do Teatro Municipal de Uberlândia recebeu nos dias 5 e 6 de setembro a 10ª edição do Fundinho Festival Jazz e Blues. Gratuito, o encontro contou com a presença de milhares de pessoas e 13 horas de programação musical voltada a diferentes vertentes como jazz, blues, soul, R&B, world music e música instrumental.
Com a mudança para a esplanada, a organização buscou ampliar a capacidade do evento sem abrir mão da identidade que marcou as edições anteriores. A montagem do palco e a ocupação do novo espaço permitiram receber um público maior e oferecer uma experiência mais estruturada ao longo dos dois dias.
No sábado, a programação passou por DJ Dri Arakake, Lu Sax Quinteto, Douglas Oliveira & The Red Dogs, Eduardo Machado Quinteto e Ivan Barreto. Já no domingo, além de DJ Dri Arakake, subiram ao palco Purple Carpets, bluesCONGADAjazz, SIDETRIO e a cantora nova-iorquina Alma Thomas, que se apresentou acompanhada pela Prado Brothers Band — um dos momentos mais aguardados da edição comemorativa.
Segundo Marcus Tulius Morais, um dos curadores, a seleção das atrações foi organizada para formar uma jornada sonora nos dois dias, mesclando diferentes formações e referências musicais. A proposta, afirmou, visou valorizar artistas da cena local e regional, ao mesmo tempo em que apresentou novidades ao público.
O festival também foi pensado como um espaço de convivência. Entre as apresentações, os frequentadores puderam circular pela Vila Gastronômica, que ofereceu opções variadas de comidas e bebidas, além de uma feirinha e áreas para se acomodar.
Acessibilidade e infraestrutura
A edição trouxe ênfase em acessibilidade, com banheiros adaptados, espaço de atendimento prioritário, profissional de manejo comportamental, intérprete de Libras e audiodescrição ao vivo. A infraestrutura do evento incluiu mesas e cadeiras, banheiros químicos, lavabos, brigadistas, equipe de segurança e área com brinquedos para crianças.
Marcelo Mamede, idealizador do festival, destacou que a 10ª edição reforça a relação do evento com a cidade e a missão de oferecer música de qualidade com acesso gratuito. A resposta do público foi apontada como positiva por frequentadores, que elogiaram a ampliação da estrutura, a diversidade de atrações e o cenário do Teatro Municipal.
Entre os participantes, o músico Jack Will ressaltou a importância do festival como espaço de encontro e de diálogo entre tradições musicais, citando o projeto bluesCONGADAjazz como exemplo de integração entre música afro-americana e afro-brasileira.
O evento foi apresentado pelo Instituto Unimed Uberlândia, com incentivo do Programa Municipal de Incentivo à Cultura, realizado pela Moinho Cultural e patrocinado pelo Instituto BAT por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais. O patrocínio do Instituto Unimed Uberlândia também foi destacado pela coordenadora Marthina Endo, que comentou o compromisso da instituição com ações culturais que promovam bem-estar e convivência.
O Fundinho Festival encerrou a edição comemorativa reafirmando seu papel cultural em Uberlândia e a proposta de manter acesso gratuito e programação diversificada para públicos distintos.
Fonte: Uberlandianofoco


