22.6 C
Uberlândia
quinta-feira, setembro 17, 2026

Rendimento do Tesouro dos EUA alcança 5,02%, maior nível desde 2007, e pressiona mercados globais

Rendimento do Treasury sobe ao maior nível desde 2007

Os títulos do Tesouro americano com vencimento em dez anos registraram rendimento de 5,02% na terça-feira (15 de setembro de 2026), alcançando o nível mais alto desde 2007. A alta acompanha a elevação dos preços do petróleo no mercado internacional, que reacendeu temores sobre uma aceleração da inflação e a consequente elevação das taxas de juros nos Estados Unidos.

O movimento nos preços da commodity foi impulsionado por novos ataques na Arábia Saudita e por ações que restringem a navegação em rotas estratégicas. Um ataque com drones em território saudita interrompeu temporariamente o funcionamento do oleoduto Leste-Oeste, infraestrutura que permite ao país desviar embarques sem passar pelo Estreito de Ormuz. A paralisação desse duto pode afetar até 4% do abastecimento global de petróleo.

Além disso, o avanço dos houthis no Iêmen, que na semana passada assumiram o controle da costa iemenita do Mar Vermelho e do Estreito de Bab al-Mandeb, e o bloqueio mantido pelo Irã no Estreito de Ormuz agravam preocupações sobre oferta. Antes do conflito entre Estados Unidos e Irã, o Estreito de Ormuz era responsável por cerca de 20% do comércio mundial de petróleo.

Expectativa de alta de juros pelo Fed

Em meio a esse cenário, o mercado projeta que o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Federal Reserve promoverá, na quarta-feira (16 de setembro de 2026), a primeira alta de juros em três anos, como resposta à persistência das pressões inflacionárias decorrentes do aumento dos custos de energia.

Impacto esperado no Brasil

Quando os rendimentos dos títulos públicos americanos sobem, investidores globais tendem a realocar recursos para ativos considerados mais seguros nos Estados Unidos. Esse fluxo pode levar à saída de capitais de países emergentes, como o Brasil, pressionando a bolsa local e valorizando o dólar frente a outras moedas.

No Brasil, um dólar mais alto encarece produtos importados e pode transmitir pressão adicional à inflação, já que itens como combustíveis, eletrônicos e insumos industriais têm forte ligação com o mercado internacional. A elevação dos preços reduz o espaço do Banco Central para cortar juros. Taxas de juros mais altas encarecem o crédito e tendem a frear consumo das famílias, investimentos empresariais e a atividade econômica.

Com informações da agência de notícias France Presse.

G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo Portal em Destaque, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
Últimas Notícias
Veja também