Equipamento de 1.500 kW exibido em Pequim chega ao país ainda neste ano
A BYD mostrou no Salão do Automóvel de Pequim um carregador capaz de repor 97% da bateria de um veículo elétrico em nove minutos. A empresa anunciou que a tecnologia estará disponível no Brasil ainda em 2026.
O equipamento entrega 1.500 kW de potência, valor que a BYD aponta como cinco vezes superior aos carregadores rápidos mais potentes atualmente em operação no país, que giram em torno de 300 kW. Segundo a fabricante, a mesma solução permite recuperar 70% da carga em cinco minutos e alcançar 97% em nove minutos.
O sistema apresentado tem formato em “T” e conta com dois pontos de recarga, o que possibilita o abastecimento simultâneo de dois veículos. Dois elementos foram destacados pela BYD como fundamentais para o funcionamento da recarga ultrarrápida: a infraestrutura do local de instalação e a compatibilidade do veículo com a tensão fornecida.
Para reduzir a necessidade de uma infraestrutura de rede elétrica excepcionalmente robusta no ponto de recarga, a BYD utiliza um banco de baterias que é mantido carregado gradualmente quando não há veículos conectados. No momento em que um carro é plugado, a energia é fornecida tanto pela rede quanto por esse conjunto de baterias, permitindo a maior velocidade de transferência possível.
Em entrevista ao g1, Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD no Brasil, afirmou que a estrutura atual de carregadores rápidos pode ser adaptada para operar com potências acima de 1.000 kW. Baldy explicou que a incorporação de um banco de baterias permite armazenar eletricidade continuamente para suportar recargas muito rápidas.
Os primeiros pontos devem ser instalados nas concessionárias da Denza, marca de luxo da BYD, e também em novos hubs com vários equipamentos. A empresa projeta a implantação de 1.000 carregadores em todo o Brasil até o fim de 2027.
Quanto à compatibilidade, alguns modelos da Denza já aceitam as tensões necessárias para esta recarga ultrarrápida, e a BYD pretende ampliar essa capacidade para outros veículos da marca. Por outro lado, modelos com limite de potência inferior — como o Dolphin Mini, que suporta até 40 kW — receberão apenas a potência máxima que seu sistema permite, mesmo quando conectado a um posto de 1.500 kW.
Para suportar taxas de recarga tão altas, os carros precisam reunir componentes específicos, incluindo sistemas de segurança reforçados para a bateria, o motor e o próprio carregador. (O repórter viajou para o evento a convite da Leapmotor e GWM.)
Fonte: G1


