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sexta-feira, setembro 18, 2026

Governo diz que reajuste do Bolsa Família não tem relação eleitoral; aumento não constava no orçamento de 2027

Quem e o que: A equipe econômica do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva informou que o reajuste do Bolsa Família anunciado em 17 de setembro não decorre de motivação eleitoral, e sim da verificação de disponibilidade fiscal e ajustes cadastrais. O aumento deve alcançar 19,3 milhões de famílias.

Quando e onde: O anúncio foi feito em Brasília nesta quinta-feira, 17 de setembro de 2026, a 17 dias do primeiro turno das eleições presidenciais marcado para 4 de outubro.

Detalhes do reajuste

Segundo o Ministério do Planejamento, o reajuste médio dos benefícios será de aproximadamente 15,04%. Com isso, o piso do programa sobe de R$ 600 para R$ 691, enquanto o valor médio pago passa de R$ 675 para R$ 777. O novo valor passa a vigorar em outubro.

Posicionamento do governo

O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, afirmou que o aumento não tem ligação com o calendário eleitoral e atribuiu a medida ao “esforço de cadastro” e à identificação de espaço fiscal disponível. De acordo com Moretti, novas informações obtidas desde o envio da proposta orçamentária permitiram concluir pela possibilidade de reajuste e comunicar ao presidente que havia capacidade para a medida.

O governo informou ainda que o pedido partiu do Ministério do Desenvolvimento Social e que a legislação já prevê autorização para reajustes quando houver espaço fiscal identificado.

Contexto político

O anúncio ocorre enquanto o presidente Lula (PT) disputa a reeleição. Pesquisas recentes mostraram vantagem de Lula no primeiro turno, segundo levantamento da Quaest, mas também registraram crescimento do candidato Flávio Bolsonaro (PL), com empate tecnicamente possível no segundo turno. Apoiadores de Flávio Bolsonaro já declararam intenção de levar o caso à Justiça Eleitoral.

Orçamento de 2027

No final de agosto, o governo encaminhou ao Congresso Nacional a proposta de Lei Orçamentária Anual para 2027 sem prever aumento nos valores do Bolsa Família. Moretti explicou que, entre o envio da proposta e o anúncio do reajuste, surgiram dados do relatório bimestral — com divulgação prevista para o fim de setembro — e monitoramento das despesas obrigatórias que apontaram espaço fiscal.

O governo informou que o acompanhamento dos gastos e a análise do relatório permitiram identificar recursos para reajustar os benefícios conforme comunicado nesta quinta-feira.

Fonte: G1

Evaldo Ribeiro
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Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo Portal em Destaque, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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