Apenas 10% dos jovens que planejam ingressar no ensino superior apontam a graduação como primeira alternativa para o futuro, aponta a 3ª edição da pesquisa “Decisões e Influências: a Jornada do Jovem para o Ensino Superior”, realizada pela Globo e divulgada em 28 de abril de 2026.
O levantamento online ouviu 1.000 pessoas com idades entre 16 e 29 anos, de todas as regiões do país, entre outubro de 2025 e janeiro de 2026. Todos os participantes já haviam cursado, estavam cursando ou tinham intenção de cursar ensino superior.
Na amostra, 27% disseram estar concluindo o ensino médio com a perspectiva de ingressar pela primeira vez no ensino superior. Outros 27% relataram ter concluído o ensino médio e, naquele momento, optado por não entrar em uma graduação. 19% já possuem formação superior e pretendem iniciar uma nova graduação; 17% estão matriculados em um curso superior, mas querem trocar antes de concluir; e 10% informaram ter trancado a graduação que cursavam e agora desejam retomar os estudos.
Para a parcela que não tem a graduação como prioridade imediata — 90% dos entrevistados — as metas iniciais variam. As principais opções citadas foram: empreender ou abrir o próprio negócio (28%); ingressar diretamente no mercado de trabalho (27%); fazer curso técnico (27%); realizar cursos livres ou de curta duração (24%); prestar concurso público ou seguir carreira militar (23%); e fazer intercâmbio ou viajar antes de decidir (15%). Também aparecem entre as alternativas administrar ou trabalhar nos negócios da família (12%), seguir carreira como influenciador (12%) e desenvolver carreira como autodidata (11%).
Apesar da graduação não ser a opção inicial para a maioria, a pesquisa aponta mudança de postura em relação à educação continuada: 40% afirmam que, mesmo após concluir a graduação, é fundamental continuar estudando. 38% consideram que as oportunidades profissionais surgem para pessoas capacitadas, independentemente do tipo de curso realizado.
Além disso, nove em cada dez jovens declararam intenção de fazer outro curso no ano seguinte. Entre as escolhas mais citadas estão cursos de idiomas online (43%) ou presenciais (30%), e cursos livres online (43%) ou presenciais (33%).
Entre quem pretende cursar modalidades livres, as principais áreas de interesse são: idiomas (42%); finanças e contabilidade (37%); tecnologia, desenvolvimento e software (36%); desenvolvimento pessoal (34%); negócios (33%); marketing (31%); saúde e fitness (27%); ferramentas específicas (27%); gastronomia (22%); e preparatório para Enem ou vestibular (21%).


