Prisões após esquema de notas fiscais em loja de material de construção
A Polícia Militar prendeu nesta terça-feira (28) um funcionário de uma loja de materiais de construção em Uberaba, suspeito de fraudar registros fiscais e provocar um prejuízo estimado em R$ 14 mil ao estabelecimento. Um cliente também foi detido sob suspeita de receptação, após receber produtos obtidos de forma irregular.
Como o esquema operava
A proprietária do comércio, localizado no bairro Josa Bernardino II, acionou a polícia ao detectar inconsistências nas movimentações financeiras. Segundo ela, o vendedor emitia as notas de venda e imprimia as vias necessárias para liberar a mercadoria. Logo após a saída dos itens, porém, o funcionário cancelava a operação no sistema, transformando a venda registrada em mero orçamento e deixando os valores fora do fluxo de caixa da loja.
Diante da suspeita, a dona solicitou um levantamento detalhado a um contador. A apuração apontou diversas operações em que a entrega física dos materiais foi confirmada, entretanto não havia registro do pagamento nos controles oficiais. Além disso, os itens eram entregues repetidamente ao mesmo comprador.
Flagrante e confissão
No dia da abordagem, os policiais identificaram uma nota fiscal no valor de R$ 1.959 referente à venda de 30 sacos de cimento e 30 sacos de cal. Os produtos estavam sendo descarregados no local de entrega, sem comprovação de pagamento no caixa da loja. Questionado pela PM, o funcionário admitiu a prática ilícita.
O homem declarou que realizava as vendas diretamente ao cliente e, em seguida, cancelava os registros para não levantar suspeitas da proprietária. Também confirmou que recebia os pagamentos via Pix em conta pessoal e alegou, em sua defesa, a intenção de restituir os valores à empresa em parcelas no futuro.
Prisão do cliente e desfecho
Os policiais foram até o local onde os materiais eram entregues para ouvir o comprador, responsável pela obra. Ele disse que adquiriu os itens diretamente do vendedor por preços inferiores aos praticados no mercado e que recebia as notas por e-mail, sem conhecer irregularidades no procedimento.
Foram apreendidos os celulares das duas pessoas para perícia. O funcionário deverá responder por furto qualificado, enquanto o comprador foi autuado por receptação. A Polícia Militar recuperou os materiais e os devolveu à proprietária da loja.
Fonte: Regionalzao


