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quarta-feira, outubro 7, 2026

Felipe Melo se manifesta após reportagem sobre licenças falsas para treinadores

Quem: o ex-jogador e comentarista Felipe Melo e outros nomes do futebol brasileiro; o principal investigado é o ex-meia argentino Alejandro Mancuso.

O que: uma reportagem denunciou um esquema para obtenção de licenças de treinador por meio de documentos supostamente falsos. Segundo a apuração, Mancuso teria convencido diversas estrelas a adquirir uma Licença PRO por R$ 100 mil sem realizar o curso exigido.

Quando: a matéria foi divulgada nesta quarta-feira (7) e reúne dois anos de investigação da jornalista Joanna De Assis, do UOL.

Repercussão e posicionamento de Felipe Melo

Logo após a publicação, Felipe Melo usou as redes sociais para comentar o conteúdo e pediu que as pessoas leiam a reportagem antes de fazer comentários. O ex-jogador também elogiou o trabalho da jornalista responsável pela apuração.

Como funcionaria o esquema

De acordo com a reportagem, Mancuso teria abordado jogadores brasileiros — entre eles Thiago Silva, Felipe Melo, Roberto Carlos, Luiz Gustavo, Diego Lugano e Dejan Petkovic — oferecendo um atalho para obter a Licença PRO, alegando ter contatos com a entidade argentina responsável por certificados de treinadores. A oferta, segundo a matéria, era baseada na ideia de que grandes jogadores poderiam “pular” a etapa do curso pela sua experiência em campo.

A investigação afirma que os documentos foram adquiridos por R$ 100 mil e que, posteriormente, verificou-se tratar-se de um esquema fraudulento, com os diplomas sem validade oficial.

Contexto sobre a Licença PRO e o curso no Brasil

Segundo o site da CBF, a Licença PRO – Treinador de Futebol da CBF Academy é destinada a treinadores com foco em alto rendimento, abordando planejamento técnico, liderança, gestão de crises e outros temas. No Brasil, o curso para obtenção da licença custa R$ 26.499,00 e exige a Licença A como pré-requisito. O processo inclui um curso híbrido de 450 horas.

Investigações e posicionamentos oficiais

O esquema foi alvo de investigação da polícia argentina no ano passado, após denúncias de irregularidades na emissão de certificados. A Federação Argentina negou que Mancuso tenha trabalhado para a entidade e contestou as declarações de que ele teria influência junto à direção; o presidente da federação também desmentiu a afirmação de relação pessoal com Mancuso.

Segundo a apuração, alguns jogadores disseram que aceitaram a proposta por “facilidade” e que não entenderam tratar-se de fraude. A reportagem também lembra que, em 2013, Diego Maradona já havia chamado Mancuso de golpista.

Leia a reportagem original e acompanhe os desdobramentos no Paranaibamais.

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo Portal em Destaque, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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