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sábado, outubro 10, 2026

Ministra anuncia R$ 40 milhões para repor equipamentos perdidos em incêndio na UFPE

Quem e o quê: A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovações, Luciana Santos, anunciou a liberação emergencial de R$ 40 milhões para a recomposição de equipamentos de pesquisa consumidos por um incêndio no prédio de pesquisa da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), campus Recife.

Quando e onde: O anúncio foi feito durante visita ao campus nesta sexta-feira, 9 de outubro. O incêndio ocorreu na noite de quarta-feira, 7 de outubro, e é considerado o de maior proporção entre três ocorridos no mesmo período no campus.

Recursos e origem: Os R$ 40 milhões virão de um Fundo Nacional de Desenvolvimento e Tecnologia e estão disponíveis para transferência imediata à instituição. Esse valor corresponde ao investimento anterior realizado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) na infraestrutura de pesquisa do centro. Além desse montante, na quinta-feira (8) o ministro da Educação, Leonardo Barchini, anunciou outros R$ 28 milhões para o mesmo fim.

Destino e uso dos equipamentos: Segundo a ministra, os equipamentos a serem adquiridos têm o objetivo de repor o que foi perdido e permitir a retomada rápida das atividades de pesquisa. Enquanto o prédio danificado não estiver reconstruído, os novos aparelhos serão alocados em laboratórios de outras unidades da universidade para garantir a continuidade dos trabalhos.

Perdas e reconstrução: O reitor da UFPE, Alfredo Gomes, estimou prejuízo de R$ 100 milhões em razão do incêndio. A intenção é reconstruir o imóvel de dois pavimentos com base no projeto executivo de um centro de pesquisas da UFPE em Sertânia, no Sertão de Pernambuco.

Importância das pesquisas e realocação: Conforme o vice-reitor Moacyr Cunha, a prioridade é não interromper estudos de longa duração desenvolvidos no local, que envolvem temas como câncer, Covid-19 e transtorno do espectro autista (TEA). A maior parte dos equipamentos será transferida temporariamente para outros laboratórios da universidade para assegurar a continuidade das atividades.

Natureza dos equipamentos: A UFPE informou que os aparelhos destruídos eram de última geração e incluíam infraestrutura além de computadores, como um laboratório de nível biológico 3 (NB3), utilizado para manipulação de patógenos como coronavírus, tuberculose, HIV, dengue e febre amarela.

Perícia e segurança estrutural: A Polícia Federal iniciou perícia no prédio utilizando drone e um robô com câmera para avaliação interna. O acesso pleno só será possível após o escoramento da edificação, serviço que será realizado por uma empresa já contratada pela universidade por meio de um aditivo contratual. O reitor afirmou que as intervenções devem ser iniciadas em até 15 dias e que o ministério também se comprometeu em auxiliar financeiramente neste processo, que não demanda orçamento expressivo.

Andamento da investigação: Enquanto o interior do edifício não estiver seguro para a entrada de peritos, a apuração avança com base em registros externos à edificação, imagens de câmeras de segurança e listas de presença de quem estava no campus na noite do incêndio, fornecidas pela UFPE.

Este episódio marca o terceiro incêndio registrado no campus Recife em poucos dias, sendo o mais intenso dos ocorridos no período. A universidade e os órgãos federais envolvidos trabalham na recomposição do acervo técnico e na preservação das linhas de pesquisa afetadas.

Fonte: G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo Portal em Destaque, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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