Quem: Petrobras.
O que: A estatal anunciou um aumento médio de 19,2% no preço da molécula do gás natural vendida às distribuidoras.
Quando: O reajuste passou a vigorar a partir desta sexta-feira, 01/05/26 (1º de maio de 2026).
Onde: O reajuste vale para as vendas da Petrobras às distribuidoras do país e incidirá sobre o gás canalizado e o gás natural veicular (GNV).
Como: Os contratos de venda de gás natural preveem atualizações trimestrais da parcela de preço referente à molécula. Essa parcela é tradicionalmente indexada às variações do petróleo Brent, à taxa de câmbio R$/US$ e, desde o início de 2026, também ao índice Henry Hub, referência dos preços do gás natural nos Estados Unidos.
Por quê: No período de avaliação para este ajuste, a referência do petróleo Brent subiu aproximadamente 24,3%, o Henry Hub recuou cerca de 14,1% e o real se valorizou 2,5% frente ao dólar. A combinação dessas variações resultou no aumento médio anunciado pela Petrobras.
A empresa informou ainda que os contratos já incluem mecanismo para reduzir a volatilidade de curto prazo (média trimestral de variação dos índices) e que a variação final aplicada por cada distribuidora dependerá dos produtos contratados, dos volumes efetivamente retirados e dos prêmios de Incentivo à Demanda e Performance introduzidos pela Petrobras a partir de 2024.
A Petrobras ressaltou que, apesar do reajuste atual, o preço médio da molécula vendido às distribuidoras acumula uma redução de cerca de 26% desde dezembro de 2022, considerando o efeito da atualização de maio de 2026.
O aumento não atinge o gás de botijão (GLP), que segue regras de reajuste distintas e não está vinculado a esta alteração.
Ajuste no querosene de aviação
Além do gás, a Petrobras anunciou aumento no preço médio de venda do querosene de aviação (QAV) às distribuidoras, com acréscimo de R$ 1,00 por litro em relação ao mês anterior. A companhia atribuiu o reajuste a um “contexto excepcional causado por questões geopolíticas” e informou que oferecerá ao mercado a opção de parcelar parte do reajuste em seis vezes, com a primeira parcela com vencimento em julho de 2026.
O comunicado da empresa observou que os preços do petróleo vêm subindo após eventos geopolíticos envolvendo Estados Unidos e Israel em relação ao Irã em 28 de fevereiro, medida que levou ao fechamento do Estreito de Ormuz e afetou parte do transporte mundial de petróleo e gás natural liquefeito. Os ajustes do QAV pela Petrobras ocorrem no início de cada mês, conforme previsto contratualmente.
Observação: O efeito final desse reajuste sobre o consumidor dependerá de tributos e das tarifas aplicadas pelas distribuidoras.
Fonte: G1


