O Ministério do Planejamento e Orçamento anulou R$ 6.856.263 em dotações orçamentárias de três instituições federais do Triângulo Mineiro, conforme a Portaria GM/MPO nº452, publicada em 16 de outubro de 2026. A anulação faz parte de uma reorganização fiscal federal no valor de R$ 1.551.628.145.
Quem foi afetado e valores
A maior parcela das retenções recaiu sobre a Universidade Federal de Uberlândia (UFU), com R$ 4.320.361 cancelados das contas vinculadas a aposentadorias e pensões civis. O Hospital de Clínicas da UFU (HC-UFU), ligado à mesma universidade e responsável por atendimentos de média e alta complexidade na região, teve R$ 551.581 anulados na mesma rubrica. Em Uberaba, a Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) registrou cancelamento de R$ 1.984.321 destinados a inativos e pensionistas. Juntas, as ações totalizam R$ 6.856.263 recolhidos pelo governo federal.
Motivo e destinação dos recursos
Segundo a portaria, as anulações destinam-se a permitir o reequilíbrio das despesas da União e o redirecionamento de recursos para áreas consideradas prioritárias da administração federal. O decreto autorizou a abertura de crédito suplementar de R$ 1.551.628.145 em favor dos Ministérios da Fazenda, da Saúde e dos Povos Indígenas.
Do montante suplementar, o Ministério da Saúde receberá o principal aporte: R$ 1,45 bilhão serão aplicados exclusivamente em procedimentos de média e alta complexidade do Fundo Nacional de Saúde (FNS), com o objetivo de reduzir filas do Sistema Único de Saúde (SUS) nos estados e municípios.
Administrativamente, a medida consiste na anulação de saldos não liquidados referentes a aposentadorias e pensões civis, procedimento que o governo classifica como realocação técnica de gastos correntes para custear demandas consideradas urgentes no atendimento à população.
As instituições afetadas — UFU, HC-UFU e UFTM — foram listadas explicitamente na portaria como titulares das dotações canceladas, que incidiram sobre rubricas destinadas a inativos e pensionistas.
Fonte: Regionalzao


