Mercado doméstico
O dólar abriu a sessão desta quarta-feira (21) em alta de 0,17%, sendo negociado a R$ 5,0271 por volta das 9h. As negociações do Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, começam às 10h. No cenário interno, investidores acompanham o avanço da temporada de balanços e aguardam novas pesquisas eleitorais que possam influenciar o humor nos mercados.
A temporada de resultados consiste em movimentar o mercado financeiro ao longo da semana, com atenção especial para empresas do setor bancário. Analistas apontam os índices de inadimplência como um dos principais pontos de foco nos balanços, especialmente após eventos que mexeram com a corrida presidencial.
Além disso, há expectativa sobre um conjunto de medidas que o Banco Central estuda para conter o endividamento das famílias. Entre as propostas em discussão estão maior transparência por parte das instituições financeiras, ações de conscientização do consumidor e a definição de limites de crédito por pessoa com base na renda.
Pesquisas eleitorais
Na pauta dos investidores também está uma nova pesquisa Quaest, prevista para ser divulgada ainda nesta manhã, com dados de intenção de voto para o segundo turno. Levantamentos recentes indicam que o senador Flávio Bolsonaro (PL) mantém vantagem numérica em relação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Petróleo e cenário internacional
No exterior, a atenção recai sobre os estoques semanais de petróleo dos Estados Unidos, cuja divulgação pode sinalizar mudanças na oferta e na demanda da commodity. Por volta das 9h, o barril do Brent, referência internacional, subia 0,57%, cotado a US$ 109,41, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) avançava 0,84%, a US$ 98,64 o barril. Na véspera, o petróleo alcançou a maior cotação em cinco meses.
As cotações seguem sensíveis às tensões entre Estados Unidos e Irã. O Teerã informou ao comandante do Exército do Paquistão que não haverá negociações com Washington até que suas exigências sejam atendidas. Segundo o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, os EUA não poderão reconquistar a confiança do país até cumprirem sete condições apresentadas no mês passado para a reabertura do Estreito de Ormuz, rota que já respondeu por cerca de 20% do comércio global de petróleo antes da guerra.
As exigências incluem o fim do bloqueio dos portos iranianos pelos EUA, a remoção das sanções às exportações de petróleo do Irã e o fim das hostilidades em todas as frentes regionais. Mesmo com busca por rotas alternativas no Golfo Pérsico, as tensões continuam a provocar volatilidade nos preços. Georges Elhedery, presidente do grupo HSBC, afirmou durante evento em Dubai que investimentos em infraestrutura podem tornar o Estreito de Ormuz “desnecessário” nos próximos cinco anos.
Bolsas internacionais
Na Ásia, as bolsas fecharam com desempenho misto, em meio a expectativas reduzidas de um grande estímulo do governo chinês para impulsionar gastos e com balanços corporativos também no radar. O índice SSEC de Xangai recuou 0,6% e o CSI300 caiu 1,0%. No Japão, o Nikkei subiu 0,85%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, avançou 3,29%. O Hang Seng, de Hong Kong, registrou perda de 0,90%.
Indicadores de curto prazo
Dados de desempenho acumulado informados pelo mercado indicam, até o momento, para o dólar: acumulado da semana -1,06%; do mês -3,01%; do ano -8,56%. Para o Ibovespa, os percentuais são: acumulado da semana +1,39%; do mês +11,78%; do ano +29,28%.
Com informações da agência Reuters.
Fonte: https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/10/21/dolar-ibovespa.ghtml


