O filme Undertone, liberado na HBO Max, é alvo de uma crítica de Vinícius Lemos, jornalista e repórter da TV Paranaíba, que aponta o desenho sonoro como único traço mais original da produção, mas afirma que a obra insiste em fórmulas já desgastadas do terror e não consegue sustentar a tensão.
Segundo a avaliação, a narrativa se desenvolve a partir do relato de um suposto caso sobrenatural apresentado em dez arquivos de áudio. A protagonista, interpretada por Nina Kiri, ouve e reage aos áudios ao lado de seu parceiro de trabalho, entre sessões de gravação e uma transmissão ao vivo. A maior parte da ação fica restrita ao interior da casa da personagem, com foco no que as gravações provocam.
A crítica lista elementos já conhecidos do gênero que aparecem no filme: imagens ocultas na penumbra, espelhos com papel traiçoeiro, pesadelos, luzes que piscam, jump scares amplificados por efeitos sonoros e a presença temática do luto e da culpa. Para Lemos, esses componentes não se combinam para gerar novidade ou impacto emocional, remetendo a referências como a franquia Atividade Paranormal.
O texto também observa que, embora o trabalho de som seja caprichado, ele não substitui a necessidade de um roteiro consistente. A opção de manter a narrativa majoritariamente dentro de um único ambiente, com ênfase nas gravações, teria limitado a fotografia e as escolhas de direção. No momento em que a trama tenta romper o marasmo com um desfecho mais enérgico, roteiro e direção — assinados por Ian Tuason — introduzem novos elementos que soam desconexos ou pouco conectados aos traumas da protagonista.
Em síntese, a crítica de Vinícius Lemos aponta que Undertone acumula fórmulas do terror sem conseguir estabelecer a tensão necessária para tornar a experiência eficaz para o espectador.
Vinícius Lemos é jornalista e repórter da TV Paranaíba
*Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Paranaíba Mais
Fonte: Paranaíba Mais


