Uma planta incomum que surgiu no quintal de uma casa em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, chamou a atenção da moradora Maria Hernandes. Para identificar a espécie, ela encaminhou ao programa Globo Rural uma carta manuscrita acompanhada de duas fotografias.
Maria suspeitava que a planta pertencia à família Araceae, a mesma da taioba. A hipótese foi confirmada pelo agrônomo Chukichi Kurozawa, consultor do programa, que identificou o exemplar como orelha-de-elefante-panduriforme.
Segundo o especialista, a planta se destaca pelas folhas grandes, enrugadas e com contornos ondulados, características que a tornam popular como espécie ornamental. O cultivo é, em muitos casos, direcionado ao paisagismo por causa da aparência vistosa das folhagens.
Apesar da aparência atraente, Kurozawa chama atenção para os riscos à saúde associados à espécie. Tanto as folhas quanto os rizomas — caules subterrâneos responsáveis pelo armazenamento de nutrientes — são tóxicos e não devem ser ingeridos.
O alerta ao público serve para prevenir casos de intoxicação acidental, dado que a semelhança com outras plantas comestíveis pode levar a confusão. O reconhecimento visual e a orientação de especialistas são recomendados ao encontrar plantas desconhecidas em áreas residenciais.
O contato de Maria com a equipe do Globo Rural, por meio de correspondência e imagens, possibilitou a identificação por parte do consultor do programa e permitiu divulgar a informação sobre a toxicidade da espécie à população.
Fonte: G1


