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quinta-feira, outubro 29, 2026

Teste de DNA-HPV já é oferecido em 26 estados pelo SUS e registrou 9.904 resultados positivos em 2026

O Ministério da Saúde informou que o teste molecular de DNA-HPV passou a ser ofertado em 26 unidades da Federação pelo SUS e, em 2026, apresentou 9.904 resultados positivos para tipos considerados de alto risco entre 93.000 exames processados. Entre 2025 e 2026, cerca de 153.000 amostras foram coletadas, segundo dados divulgados pela pasta.

O que é e como funciona

O exame busca o material genético do papilomavírus humano (HPV), transmitido principalmente por contato sexual. A técnica identifica com precisão os tipos de maior risco para o desenvolvimento do câncer do colo do útero, incluindo os genótipos 16 e 18, o que permite definir o seguimento clínico adequado para cada pessoa.

Uma vantagem do teste é a possibilidade de estender o intervalo entre rastreamentos quando o resultado é negativo: dependendo da idade e do protocolo adotado, esse intervalo pode chegar a até cinco anos. O método também tende a reduzir a taxa de amostras inadequadas e a acelerar o processo de diagnóstico.

Resultado positivo e próximos passos

Um diagnóstico positivo para HPV de alto risco não equivale a um diagnóstico de câncer. Significa apenas que foi detectada a presença de um tipo viral associado a maior probabilidade de provocar alterações celulares. A partir daí, equipes de saúde avaliam a necessidade de exames complementares ou de acompanhamento conforme o tipo identificado e as diretrizes vigentes.

Onde e como é feita a coleta

A coleta geralmente é realizada por profissionais em Unidades Básicas de Saúde (UBS). Em situações previstas pelos protocolos, também é possível a autocoleta, na qual a própria paciente recolhe a amostra após orientação adequada. A implantação do teste está sendo feita de forma gradual pelos municípios; embora materiais e capacitação já tenham chegado à maioria das unidades da Federação, a disponibilidade varia entre cidades e unidades de saúde.

Segundo o ministério, todas as unidades da Federação, exceto o Espírito Santo, haviam recebido materiais e iniciado a realização do exame em pelo menos um município. Os kits utilizados são produzidos pelo Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP), ligado à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), e profissionais estão sendo capacitados nas 27 unidades federativas para operar a nova tecnologia.

Complemento à vacinação e ao papanicolau

O teste molecular integra a estratégia de prevenção ao lado da vacinação contra o HPV e do exame preventivo convencional, o Papanicolau, que continua disponível no SUS durante a expansão da nova tecnologia. Em 2025, a cobertura vacinal alcançou 87% entre meninas e 74% entre meninos de 9 a 14 anos, conforme divulgado pelo Ministério da Saúde.

O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima que o país poderá registrar cerca de 19.300 novos casos de câncer do colo do útero por ano no período de 2026 a 2028. A combinação entre vacinação, rastreamento e acompanhamento clínico é apontada pelas autoridades como essencial para reduzir a incidência e permitir a detecção precoce de alterações.

Para quem tiver dúvidas sobre a disponibilidade do exame, a recomendação é procurar a UBS de referência e seguir as orientações das equipes de saúde locais.

Fonte: Paranaíba Mais

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo Portal em Destaque, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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