Reencontro quase 30 anos depois
Uma casa modesta aos pés da Serra da Canastra, em Minas Gerais, foi o cenário onde o programa Globo Rural conheceu, em 1998, as sete filhas de seu Zé Izá. À época, as mulheres dividiam entre si todo o trabalho da fazenda e permaneciam praticamente afastadas da sociedade de consumo.
Naquele período, a residência não dispunha de comodidades já presentes na rotina da maior parte dos brasileiros: não havia energia elétrica, água encanada nem geladeira. O banho era improvisado — a água era colocada em um balde que servia como chuveiro — e as tarefas domésticas e da roça eram realizadas coletivamente pelas irmãs.
O Globo Rural voltou ao local em 2002 para registrar o casamento de uma das filhas, Alice, e acompanhou momentos da vida familiar naquele contexto de isolamento relativo. Quase três décadas após a primeira visita, a reportagem retornou novamente, em 2026, para reencontrar as mesmas mulheres e mostrar como o tempo afetou a rotina e as condições de vida da família.
O reencontro realizado neste retorno busca relatar as transformações ocorridas na propriedade e na vida das irmãs desde as filmagens de 1998 e o registro social do casamento em 2002. A reportagem apresenta imagens e depoimentos que contrastam a situação inicial com as mudanças observadas nos anos seguintes.
Ao longo das visitas, foram mantidos os nomes e as datas dos registros originais: a primeira reportagem em 1998, o retorno para o casamento de Alice em 2002 e a nova ida ao local quase 30 anos depois, em 2026. O material recupera a trajetória da família e a rotina de trabalho coletivo das filhas de seu Zé Izá na Serra da Canastra.
O registro histórico feito pelo Globo Rural documenta um modo de vida marcado pela autossuficiência e pelo isolamento, e, nas revisitas, mapeia as alterações que o passar do tempo trouxe àquele ambiente rural.
Fonte: G1


