A taxa de desocupação ficou em 5,2% no terceiro trimestre, o menor resultado registrado para esse período desde 2012, aponta a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (30).
O índice representa queda ante os 5,4% observados no segundo trimestre deste ano e ante os 5,6% verificados no terceiro trimestre de 2025. Em termos absolutos, a população desocupada totalizou 5,6 milhões de pessoas, redução de 4% — ou 234 mil pessoas — em comparação ao trimestre de abril a junho, quando eram 5,9 milhões.
Na comparação anual, o número de desocupados caiu 6,9%, o que corresponde a 417 mil pessoas a menos do que no mesmo trimestre do ano anterior, quando 6 milhões de pessoas estavam desocupadas.
População ocupada
A população ocupada alcançou 103,6 milhões de pessoas, o maior patamar da série histórica. Entre o trimestre anterior e o terceiro trimestre houve aumento de 0,6%, equivalente a 581 mil trabalhadores a mais. Em relação ao mesmo período do ano passado, a ocupação subiu 1,2%, com 1,2 milhão de pessoas a mais trabalhando.
O nível de ocupação — a proporção de pessoas ocupadas em relação à população em idade de trabalhar — atingiu 59%, também recorde. Esse indicador cresceu 0,2 ponto percentual ante o trimestre anterior, que registrou 58,8%, e manteve-se praticamente estável em relação ao equivalente do ano anterior, quando estava em 58,7%.
Informalidade
A taxa de informalidade ficou em 37,5% da população ocupada, o que corresponde a 38,8 milhões de trabalhadores em situação informal. No trimestre anterior o índice era de 37,4% (38,6 milhões) e, no mesmo período do ano anterior, 37,8% (38,7 milhões).
Rendimento
O rendimento real habitual de todos os trabalhos ficou em R$ 3.790. O valor permaneceu estável na comparação trimestral e avançou 3,6% na comparação anual, com acréscimo de R$ 131. A massa de rendimento real habitual somou R$ 387,5 bilhões, também recorde na série histórica, com alta de 1,5% no trimestre (R$ 5,6 bilhões) e de 4,7% no ano (R$ 17,5 bilhões).
Fonte: Uberlandianofoco


