O calendário de concursos públicos de 2026 segue com várias seleções previstas, mesmo após um início de ano agitado, com muitos editais lançados e provas já realizadas. Levantamento da Associação de Apoio aos Concursos Públicos e Exames (Aconexa) indica expectativa de mais de 230 mil vagas ao longo do ano entre seleções federais, estaduais e municipais. No âmbito federal, alguns processos apresentam avanços, enquanto outros continuam dependentes de autorizações governamentais.
IBGE
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) permanece como um dos concursos mais aguardados. O planejamento inicial previa 39.108 vagas temporárias para o Censo Agropecuário e para o levantamento da população em situação de rua, mas esse total foi revisado para 36.946 vagas. Segundo o instituto, o número anterior representava uma estimativa máxima e foi ajustado por critérios operacionais e de uso de recursos públicos. Também houve alteração no cronograma da banca organizadora: a contratação, que estava prevista para março, foi adiada para abril, e as empresas interessadas puderam enviar propostas entre os dias 6 e 17. O IBGE informou que a expectativa é publicar o edital em maio e ter resultados finais até novembro. A seleção será por processo seletivo simplificado, com provas objetivas — geralmente com cerca de 60 questões — e o instituto estima atrair aproximadamente 364 mil inscritos.
Órgãos com pedidos em análise
Várias instituições aguardam autorização do governo para realizar concursos, o que mantém a possibilidade de novos editais em 2026, embora com grau de incerteza. A Controladoria-Geral da União (CGU) confirmou pedido para novo concurso, destinado aos cargos de auditor federal de finanças e controle e técnico federal de finanças e controle, sem definição de número de vagas ou prazo, pois depende de autorização do Ministério da Gestão.
A Advocacia-Geral da União (AGU) também espera resposta do governo para realizar seleção. O pedido inclui 265 vagas para carreiras jurídicas e 403 vagas para cargos administrativos, que englobam funções como analista técnico-administrativo, administrador, contador, economista, estatístico, arquiteto, engenheiro, jornalista e médico. Segundo a AGU, os pedidos foram enviados ao Ministério da Gestão ao longo de 2025 e permanecem sem resposta.
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) enviou pedido em maio de 2025 e propõe 228 vagas para especialista em regulação; 104 para analista administrativo; 103 para técnico em regulação; e 60 para técnico administrativo, além de cadastro de reserva. O Banco Central do Brasil mantém pedido enviado em 2025 para 560 vagas, distribuídas entre técnico, auditor e procurador, alegando necessidade por redução do quadro devido a aposentadorias. A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) informou que há pedido em análise para carreiras de inteligência, sem definição de número de vagas, cargos ou prazo.
Impacto do calendário eleitoral
O calendário eleitoral influencia o ritmo das nomeações: a lei permite a publicação de editais, realização de provas e homologação de resultados, mas veda nomeações e posses no período de 4 de julho de 2026 a 5 de janeiro de 2027, por causa do primeiro turno marcado para 4 de outubro. Essa restrição tende a concentrar esforços dos órgãos no primeiro semestre, tanto na publicação de editais quanto na conclusão das etapas dos concursos.
Fonte: G1


