A edição bilíngue tem 224 páginas e projeto gráfico assinado pelo Bloco Gráfico. Entre as séries compiladas estão “Palavras riscadas” e “Corretor”, além de uma nova sequência intitulada “Haikai”. O volume apresenta tanto trabalhos já exibidos quanto peças inéditas, organizadas para mapear o percurso criativo de Smit ao longo dos anos.
Contexto e ensaio crítico
O livro traz também um ensaio crítico assinado por Giselle Beiguelman, que contextualiza o trabalho da artista nas discussões contemporâneas sobre linguagem e cultura visual. O texto analítico busca situar as séries de Smit em debates sobre comunicação, relações humanas e as interfaces entre imagem e palavra.
Ao tratar de suas produções, a artista ressalta a dimensão relacional de seu trabalho. Verena Smit afirma: “A vida é feita de relações, estamos sempre nos relacionando com o outro em toda a sua dimensão”. A passagem está incluída no volume e integra a reflexão sobre a presença humana nas obras apresentadas.
Além de constituir um registro de obras, o livro propõe que as tendências e abordagens de Smit possam ser traduzidas para usos cotidianos pelo público, inspirando composições de ambientes e práticas visuais com caráter mais relacional. A publicação busca, portanto, conectar linguagem artística e experiências do dia a dia, sem apresentar interpretações além do material reunido.
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