A produção animal no Brasil registrou expansão no primeiro trimestre de 2026, com alta nos abates de bovinos, suínos e frangos, segundo levantamento que aponta recuperação da atividade em relação ao mesmo período de 2025, motivada por uma demanda aquecida e pelo incremento das exportações.
No segmento bovino, o abate chegou a 10,29 milhões de cabeças, o que representa um aumento de 3,3% frente ao primeiro trimestre de 2025. Em comparação ao quarto trimestre de 2025 houve recuo sazonal de 6,8%. A produção de carcaças bovinas somou 2,63 milhões de toneladas, subida de 5,1% na comparação anual.
Crescimento na suinocultura e na avicultura
Na suinocultura, foram abatidos 15,27 milhões de suínos no trimestre, avanço de 5,5% sobre o mesmo intervalo do ano anterior. O peso das carcaças suínas alcançou 1,37 milhão de toneladas, refletindo a posição do país entre os maiores produtores e exportadores mundiais de carne suína.
O setor avícola também apresentou expansão: o abate de frangos atingiu 1,71 bilhão de cabeças, alta de 3,7% em relação ao primeiro trimestre de 2025. A produção de carcaças de frango chegou a 3,73 milhões de toneladas, indicador de desempenho da cadeia avícola para abastecimento interno e vendas externas.
A captação de leite teve resultados positivos no período, com 6,78 bilhões de litros adquiridos, aumento de 3,3% na comparação anual. Apesar disso, a coleta registrou queda de 7,9% em relação ao último trimestre de 2025.
O setor de couro manteve estabilidade, com 10,76 milhões de peças de couro cru bovino recebidas, sem variação percentual em relação ao mesmo período de 2025. A produção de ovos de galinha superou 1,2 bilhão de dúzias, apresentando leve crescimento de 0,4% ante o primeiro trimestre de 2025, sustentada pela demanda doméstica.
Os números apontam um cenário de recuperação para o agronegócio brasileiro no começo de 2026, com aumento da produção e desempenho positivo nas principais cadeias de proteína animal.
Fonte: Uberlandianofoco


