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segunda-feira, junho 1, 2026

Uberlândia recebe R$ 23,81 por habitante em emendas estaduais, bem abaixo da média regional

Uberlândia, segunda maior cidade de Minas Gerais e maior polo econômico do Triângulo Mineiro, recebeu R$ 23,81 por habitante em emendas parlamentares estaduais na atual legislatura, segundo dados da Secretaria de Estado de Governo (Segov) compilados pelo portal O Fator.

Esse valor é menos da metade da média da região do Triângulo Mineiro, que aponta R$ 56,45 por morador, e coloca Uberlândia como o município com menor repasse per capita entre as cidades analisadas na própria região.

Desigualdade dentro da região

A comparação com municípios menores evidencia a disparidade: Gurinhatã e Canápolis, com populações bastante inferiores à de Uberlândia, receberam R$ 309 e R$ 329 por habitante, respectivamente. Em termos proporcionais, a diferença chega a até 14 vezes entre os extremos.

Segundo a apuração, o padrão observado decorre da lógica de alocação das emendas estaduais, em que municípios pequenos com deputados que os adotam como base eleitoral prioritária conseguem concentrar indicações e direcionar recursos, enquanto cidades grandes e sem bancada coesa tendem a ficar diluídas na disputa por verbas.

Outras cidades do Triângulo

O fenômeno não é exclusivo de Uberlândia. Uberaba, outra cidade de grande porte da região, teve desempenho proporcional ainda pior, com apenas R$ 9,09 por habitante, o menor entre os municípios de maior porte. Ituiutaba, polo do Pontal do Triângulo, recebeu R$ 35,94 por morador, também abaixo da média regional. As três maiores cidades do Triângulo, somadas, ficam aquém da média da região, apontando um padrão estrutural na distribuição das emendas.

Comparações fora do Triângulo

Fora do Triângulo Mineiro, a diferença segue evidente. Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte e com perfil urbano e industrial semelhante ao de Uberlândia, teve R$ 41,62 por habitante, quase o dobro do valor por pessoa apurado em Uberlândia. Já Governador Valadares, no Vale do Rio Doce, registrou R$ 190,21 por habitante, e a região do Vale do Rio Doce alcançou média de R$ 196,18 por morador, frente aos R$ 56,45 do Triângulo.

Os números levantados pela Segov e consolidados pelo O Fator indicam que Uberlândia disputa recursos em dois níveis: dentro da própria região, onde perde para municípios menores, e no âmbito estadual, onde a região como um todo fica atrás de outras áreas.

Fonte: Regionalzao

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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