O Brasil amplia a diversidade de matérias-primas empregadas na fabricação de etanol, avançando além da cana-de-açúcar e incorporando culturas como trigo, soja e batata-doce, além de resíduos alimentares. A mudança compõe o que o setor identifica como a “terceira onda” dos biocombustíveis e deve gerar novas oportunidades para produtores rurais e indústrias.
O mercado brasileiro de etanol é estimado em cerca de US$ 20 bilhões, e o país segue como a segunda maior indústria do produto no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. A nova fase busca aumentar a oferta de energia renovável e reforçar a segurança energética nacional.
Perspectivas de produção
Investimentos e iniciativas
No Rio Grande do Sul, a empresa Be8 anunciou um investimento de R$ 1,7 bilhão na construção da primeira biorrefinaria brasileira dedicada à produção de etanol a partir do trigo. A unidade terá capacidade para produzir 220 milhões de litros de etanol por ano e vai gerar coprodutos destinados à pecuária, ampliando a rentabilidade da cadeia produtiva.
Economia circular e pesquisas no semiárido
A economia circular ganha espaço no segmento: resíduos alimentares, incluindo xaropes de refrigerantes e alimentos vencidos, estão sendo reaproveitados para a produção de etanol, demonstrando potencial energético de materiais antes descartados. No semiárido brasileiro, a empresa Shell investe em pesquisas sobre o uso do agave como matéria-prima, planta tolerante à seca que pode viabilizar produção em áreas com restrição hídrica.
Fonte: Uberlandianofoco


