O mercado de defensivos agrícolas para a soja cresceu 6% na safra 2025-26, alcançando US$ 10 bilhões, segundo o estudo FarmTrak Soja, elaborado pela consultoria Kynetec Brasil. O montante supera os US$ 9,45 bilhões verificados na safra anterior e reflete condições favoráveis ao setor do agronegócio no país.
O avanço foi impulsionado, principalmente, pela expansão da área plantada e pela intensificação das aplicações ao longo do ciclo produtivo. A área cultivada com soja ultrapassou 47 milhões de hectares, representando um aumento de 1,5% em relação ao ciclo anterior.
Câmbio e preços: desafios e estabilidade
Apesar do crescimento em dólares, o estudo aponta que a desvalorização do real frente ao dólar exerceu efeito negativo, com uma estimativa de perda de desempenho de 4,5%. Em contrapartida, o investimento médio por aplicação em reais permaneceu praticamente estável: houve leve aumento para R$ 35,89 na safra 2025-26, ante R$ 35,61 na safra anterior.
Essa manutenção dos preços em reais, mesmo com as flutuações cambiais, ajudou a sustentar a expansão do mercado em termos de dólares, beneficiando produtores que buscam manter a produtividade das lavouras.
Segmentos que mais se destacaram
Os fungicidas seguem como o principal segmento, respondendo por 39% do mercado e totalizando US$ 3,9 bilhões. Herbicidas e inseticidas também têm participação relevante, com valores estimados em US$ 2,5 bilhões e US$ 2,3 bilhões, respectivamente.
Um destaque importante do levantamento foi o desempenho dos nematicidas, que registraram crescimento de 28% na safra 2025-26, atingindo US$ 320 milhões. Além disso, a área potencial tratada com nematicidas aumentou 40%, indicando maior atenção dos produtores ao manejo de nematoides.
Adoção de tecnologias e diferenças regionais
O estudo registrou crescimento na adoção de cultivares de soja resistentes a nematoides, cuja participação subiu de 27% para 31% da área plantada. No entanto, a utilização de nematicidas apresenta disparidades entre estados: em regiões como Goiás e Mato Grosso a adesão supera 60%, enquanto no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina o índice é de apenas 10%.
Os dados do FarmTrak Soja, da Kynetec Brasil, apontam para a necessidade de estratégias integradas de manejo e de maior difusão de tecnologias para garantir produtividade e sustentabilidade nas lavouras de soja no Brasil.
Fonte: Uberlandianofoco


