A Polícia Civil concluiu o inquérito que apurou a morte de Gabriel Mourão, de 24 anos, ocorrida em 4 de junho em Araguari. Segundo o relatório final, o homicídio, que aconteceu dentro de uma barbearia no bairro Paraíso, teve relação direta com uma disputa entre facções criminosas rivais.
Indiciamentos e possíveis penas
Ao término das investigações, cinco pessoas foram indiciadas pelos crimes de homicídio qualificado, organização criminosa ultraviolenta e receptação. A corporação informou que, somadas, as penas aplicáveis aos acusados podem alcançar até 84 anos de reclusão. Todos os indiciados permanecem presos e aguardam o prosseguimento do processo no sistema prisional da região.
Dinâmica do crime e prisões
De acordo com a apuração policial, o autor dos disparos executou Gabriel na Avenida Mato Grosso e fugiu rapidamente em um veículo. Em seguida, os comparsas teriam incendiado o automóvel com o objetivo de eliminar vestígios digitais e materiais do crime. A reação da Polícia Militar foi imediata: quatro suspeitos foram detidos em flagrante ainda no mesmo dia do homicídio.
Durante as buscas, um dos homens foi encontrado escondido em uma área de mata fechada próxima ao local onde o carro incendiado foi abandonado. Perícias realizadas em aparelhos celulares e cartões de memória apreendidos com o grupo permitiram aos investigadores identificar um quinto envolvido. Com base nessas evidências, a Justiça decretou a prisão preventiva desse último suspeito atendendo ao pedido dos delegados responsáveis pela investigação.
Vítima e desdobramentos jurídicos
Gabriel Mourão vivia em Araguari há cerca de seis anos e havia inaugurado seu próprio estabelecimento aproximadamente oito meses antes de ser morto. A família realizou o sepultamento no estado do Tocantins, onde a vítima nasceu. O Ministério Público de Minas Gerais vai analisar o relatório final do inquérito para apresentar a denúncia formal à Justiça nos próximos dias.
Não há novas informações sobre datas de audiência ou previsão de julgamento. A investigação, conforme comunicado da Polícia Civil, apontou motivação ligada ao confronto entre grupos criminosos como fator determinante para o ataque.
Fonte: Regionalzao


