Queijaria Brejaúba, em Dionísio (MG), transformou produção artesanal de leite de búfala em um empreendimento agroindustrial que amplia a renda familiar e ganha destaque regional. O avanço da propriedade é atribuído à participação da família Bicalho em programas de assistência técnica e à adequação às exigências sanitárias.
Assistência técnica como motor de crescimento
José Eduardo e Francinete Bicalho iniciaram a produção de derivados de leite de búfala com objetivo de diversificar a renda da família. Com o apoio técnico do ATeG Agroindústria de Derivados Lácteos e do Programa de Habilitação Sanitária do Sistema Faemg Senar, a produção passou de seis litros por dia para 160 litros diários. Atualmente, o rebanho conta com 24 búfalas em lactação.
O aumento na produção permitiu ampliar o portfólio de produtos. A Queijaria Brejaúba comercializa queijos, requeijão, ricota, iogurte e doce de leite, o que elevou as possibilidades de venda e contribuiu para maior sustentabilidade econômica da propriedade.
Expansão e regularização para novos mercados
Para atender à demanda crescente e às normas sanitárias, a família investiu na construção de uma nova unidade para a queijaria. A obra está em fase final e foi planejada com o suporte do Sistema Faemg Senar, com o objetivo de obter o selo de inspeção regional.
O selo de inspeção regional tem papel central na estratégia de comercialização, pois possibilita o acesso a mercados mais amplos e confere segurança jurídica à operação da agroindústria. A regularização visa consolidar a marca da queijaria como referência de qualidade no setor.
Impacto na sucessão familiar e no desenvolvimento rural
Além dos ganhos econômicos, a transformação da propriedade tem repercussão social: o empreendimento fortaleceu laços familiares e estimulou a permanência de novas gerações no campo. O filho do casal passou a integrar o negócio, enquanto a filha, que mora no exterior, contribui com a identidade visual da marca e a divulgação dos produtos.
O caso da Queijaria Brejaúba demonstra como a combinação de assistência técnica, gestão e regularização sanitária pode converter uma produção familiar artesanal em uma agroindústria competitiva, com impacto positivo na economia rural de Minas Gerais.
Fonte: Uberlandianofoco


