Uma investigação nos Estados Unidos apontou a alface iceberg desfiada como o alimento sob suspeita em um surto de ciclosporíase que levou cerca de 100 pessoas à hospitalização. As infecções foram associadas ao consumo de refeições em unidades da rede Taco Bell em cinco estados americanos: Indiana, Kentucky, Michigan, Ohio e Virgínia Ocidental.
Autoridades sanitárias norte-americanas iniciaram a apuração após registrar um aumento nos casos da doença causada pelo parasita Cyclospora cayetanensis, que provoca diarreia intensa e outros sintomas gastrointestinais. Durante entrevistas com pacientes, investigadores notaram que muitos haviam comido em restaurantes da mesma rede, o que levou à análise dos ingredientes dos pedidos. A partir dessa investigação, a alface iceberg desfiada surgiu como o alimento relacionado aos episódios.
O rastreamento da cadeia de fornecimento realizado pela Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) identificou a Taylor Farms entre os fornecedores vinculados à alface iceberg utilizada nas unidades afetadas. A apuração alcançou também uma unidade da empresa localizada em Guanajuato, no centro do México.
Em 21 de julho de 2026, o ministro da Saúde do México, David Kershenobich, declarou que não há evidências, até o momento, de que a alface produzida no país tenha provocado o surto. O governo mexicano tem acompanhado a investigação e avalia a eventual participação de produtores da região, mas afirma que a origem da contaminação ainda não foi confirmada.
A alface iceberg é caracterizada por uma cabeça mais fechada, folhas claras e textura crocante, sendo amplamente utilizada em saladas, sanduíches e alimentos de redes de fast-food. Nos Estados Unidos, o produto também é comercializado já cortado e pronto para consumo, o que facilita seu uso em cadeias de alimentação.
A Taco Bell informou que está colaborando com as autoridades e adotou medidas preventivas. A rede retirou a alface iceberg desfiada de algumas operações enquanto os órgãos de saúde prosseguem o rastreamento da origem possível da contaminação.
O México é um dos maiores fornecedores de frutas e hortaliças frescas para os Estados Unidos, fato que motivou a participação de autoridades mexicanas na apuração após a identificação de uma unidade de fornecimento no país. A investigação segue em andamento para determinar onde e em que ponto o produto pode ter sido contaminado.
Embora a alface seja apontada como o principal alimento em investigação, as autoridades ainda tentam confirmar a origem exata do lote implicado e o local da contaminação.


