Na sexta-feira (28), a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou que a bandeira tarifária vigente em setembro será a amarela. A medida implica um acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos e permanece em vigor desde maio.
Como funciona o sistema de cores
O sistema de bandeiras da Aneel serve para indicar ao consumidor os custos reais da geração de energia. Quando as chuvas são insuficientes e as hidrelétricas operam com menor capacidade, é necessário acionar usinas termelétricas, cujo custo de operação é maior. Para repassar parte desses custos, a Aneel pode adotar bandeiras tarifárias com valores adicionais na conta de luz.
Cada bandeira representa um custo extra ao consumidor:
Bandeira verde: condições favoráveis de geração de energia — sem custo adicional;
Bandeira amarela: condições menos favoráveis — R$ 18,85 por MWh (megawatt-hora) utilizado (ou R$ 1,88 a cada 100 kWh);
Bandeira vermelha patamar 1: condições desfavoráveis — R$ 44,63 por MWh utilizado (ou R$ 4,46 a cada 100 kWh);
Bandeira vermelha patamar 2: condições muito desfavoráveis — R$ 78,77 por MWh utilizado (ou R$ 7,87 a cada 100 kWh).
A Aneel aplica automaticamente a bandeira correspondente ao cenário de geração de energia, e o valor adicional é cobrado nas faturas de consumidores de todo o país enquanto persistirem as condições que justificam a sinalização adotada.
Fonte: G1


