Quem: A Anthropic, empresa responsável pelo modelo de inteligência artificial Claude.
O quê: A companhia identificou, em relatório interno ao qual o jornal The New York Times teve acesso, que governos teriam tentado empregar a ferramenta para produzir propaganda, desenvolver drones de combate e conduzir pesquisas biológicas com potencial uso nocivo. A empresa declara ter interrompido o acesso ao produto em todas as tentativas detectadas.
Quando: O relatório foi citado em reportagem publicada em 10 de setembro de 2026.
Onde: Entre os países mencionados pelo documento estão Rússia, China, Irã e Iêmen, segundo a matéria do NYT.
Como: O documento lista vários tipos de uso malicioso de modelos de IA. Entre os casos destacáveis, a Anthropic aponta que atores ligados à Rússia teriam utilizado o Claude para criar conteúdo de propaganda apresentado como reportagens jornalísticas com o objetivo de influenciar as eleições na Moldávia. O relatório também relaciona indícios de monitoramento de opositores exilados por parte de autoridades na China e no Irã.
Por que: A empresa diz que, diante da impossibilidade de distinguir, em certos casos, entre pesquisas legítimas (por exemplo, desenvolvimento de vacinas) e estudos que poderiam ser empregados para fabricar patógenos, optou por interromper o serviço por precaução. A Anthropic afirmou não ter conseguido determinar se algumas investigações biológicas teriam fins médicos legítimos ou intenções ilícitas, porque os mesmos processos podem ter aplicações distintas.
A Anthropic não divulgou detalhes sobre os bloqueios relacionados às eventuais pesquisas de armas biológicas: não foram tornados públicos os nomes de pesquisadores ou instituições, a afiliação geográfica desses atores nem os agentes biológicos mencionados nas investigações.
O relatório, conforme relatado pelo NYT, descreve um padrão de usos maliciosos que motivaram a empresa a aplicar restrições ao acesso ao seu modelo em todas as ocorrências identificadas.
Fonte: G1


