Javé é premiado por obra que aborda seca, memória e renascimento do Cerrado
O artista Javé, natural de Pernambuco e residente em Uberlândia, conquistou a categoria Novos Talentos no Cerrado Mapping Festival com a obra intitulada “Travessia”. A peça audiovisual foi escolhida pelo júri por explorar temas ligados à seca, à memória, à resistência e ao renascimento do bioma do Cerrado.
“Travessia” propõe uma leitura visual e sonora da paisagem ameaçada, tomando como ponto de partida elementos da cultura popular, como o cordel e a xilogravura. A obra constrói uma narrativa que vai da aridez do solo à força de uma raiz que encontra água, culminando na recuperação da mata. Esse percurso é apresentado como uma travessia audiovisual, que articula imagens, referências gráficas e sonoras em diálogo com a história e a memória do território.
Ao submeter a obra ao festival, Javé apresentou um trabalho que reúne linguagem narrativa e procedimentos estéticos vinculados à tradição popular. A combinação entre técnicas audiovisuais contemporâneas e linguagens tradicionais — citadas explicitamente na obra — foi reconhecida pelo júri responsável pela seleção na categoria destinada a novos talentos.
A premiação destaca a proposta de unir estética e temática ambiental, ao mesmo tempo em que realça referências culturais do Nordeste e do próprio Cerrado. A trajetória narrada em “Travessia” enfatiza a resistência de paisagens e comunidades frente às secas e aponta para um processo de renascimento, simbolizado pela imagem da raiz que encontra água e faz a mata recompor-se.
O reconhecimento na categoria Novos Talentos do Cerrado Mapping Festival reforça a visibilidade do trabalho de artistas que articulam questões ambientais e memória cultural por meio de linguagens audiovisuais e tradicionais. Javé recebeu o prêmio com uma obra que apresenta, de forma direta e simbólica, a relação entre ameaça ambiental e recuperação da natureza.
Fonte: Udiempauta


