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segunda-feira, agosto 10, 2026

Banco Central anuncia avanços no PIX, planeja versão internacional e discute uso indevido de campo de mensagens

O Banco Central (BC) divulgou nesta segunda-feira (10) o relatório de gestão do PIX, sistema de transferências em tempo real lançado em 2020, e detalhou novas funcionalidades em desenvolvimento, além de tratar do uso inadequado do campo de descrição das transações.

No documento, a autoridade monetária destaca evoluções já implementadas, como o PIX Cobrança, PIX Saque, PIX Agendado, PIX por Aproximação e outros recursos, e aponta próximas etapas da agenda tecnológica da ferramenta.

Evolução e números

Segundo o relatório, em 2025 o PIX movimentou R$ 35,36 trilhões, batendo recorde e registrando alta de 33,6% em relação a 2024, quando as transferências totalizaram R$ 26,46 trilhões. O BC também registra a integração com o Open Finance e o surgimento de funcionalidades que ampliaram usos do PIX no varejo e em pagamentos recorrentes.

Uso indevido do campo de mensagens

O Banco Central informou que o campo de descrição, originalmente previsto para informações objetivas sobre o pagamento, tem sido usado em algumas ocasiões para enviar mensagens ofensivas, intimidatórias ou ameaçadoras, muitas vezes associadas a transferências de valor ínfimo. Para tratar do tema, o BC instaurou neste ano um grupo de trabalho no âmbito do Fórum PIX, com participação de entidades representativas do setor de pagamentos, para avaliar alternativas que preservem a integridade do sistema e a experiência dos usuários.

O BC afirmou que, com base nas conclusões do grupo, avaliará e, se necessário, adotará medidas regulamentares para coibir o uso inadequado do campo de mensagens.

Próximas funcionalidades e prazos

O relatório não traz cronograma detalhado para todos os recursos, mas recorda estimativas apresentadas em reunião do Fórum PIX em março. Para 2026, o BC projeta a entrada em vigor da cobrança híbrida, a funcionalidade para pagamento de duplicatas escriturais via PIX e a adaptação do sistema para o chamado split tributário, alinhado às mudanças tributárias em desenvolvimento pela Receita Federal.

Especificamente, a cobrança híbrida — que permite QR codes que oferecem também opção de pagamento por boleto — já é oferecida de forma facultativa e tem previsão de se tornar obrigatória a partir de novembro de 2026. A função de duplicata tem por objetivo viabilizar o pagamento de títulos escriturais pelo PIX e facilitar antecipação de recebíveis com atualização em tempo real. O split tributário visa adequar o PIX ao pagamento de tributos em tempo real previsto na reforma do consumo, que prevê a cobrança da CBS no momento da compra por meios eletrônicos a partir de 2027.

Em um horizonte mais distante, o BC planeja o lançamento do PIX internacional, com o objetivo de permitir pagamentos transfronteiriços permanentes e interoperáveis entre sistemas instantâneos de outros países, e do PIX em garantia, modelo que permitiria a autônomos e empreendedores oferecerem recebíveis futuros via PIX como garantia para empréstimos, possibilitando acesso a crédito com taxas menores.

O relatório também cita iniciativas como o PIX por aproximação em modo offline, que permitiria pagamentos por contato sem que o dispositivo esteja conectado à rede. Já o PIX parcelado, cuja padronização é considerada capaz de ampliar competição e reduzir juros, não recebeu prazo no documento.

O Banco Central não indicou datas precisas de lançamento para todas as novidades, limitando-se a sinalizar prioridades e estimativas de implementação.

Fonte: G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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