O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil avançou 0,5% no segundo trimestre de 2026 em comparação ao trimestre anterior, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados em 1º de setembro de 2026. Apesar do crescimento, o ritmo desacelerou em relação aos três primeiros meses do ano, e a agropecuária foi apontada como principal componente que puxou o resultado.
Levantamento da consultoria Austin Rating posicionou o Brasil na 5ª colocação entre as economias com maior crescimento real do PIB no trimestre. Na comparação entre o segundo e o primeiro trimestre de 2026, o país ficou à frente de várias grandes economias e de outros membros do BRICS, incluindo a China, que apareceu em 19º lugar.
Segundo a Austin Rating, o desempenho brasileiro ocorreu em um contexto de desaceleração generalizada entre economias emergentes, efeito que a consultoria atribui em parte às consequências do conflito no Oriente Médio. Para Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating, o Brasil teve desempenho relativo melhor que muitos pares emergentes, ainda que o crescimento recente também seja influenciado por fatores internos, como a expansão fiscal, que mantém juros elevados e pressiona a inflação.
Economistas consultados pelo g1 destacaram sinais de enfraquecimento do consumo das famílias e de setores voltados ao mercado interno durante o trimestre.
Ranking de crescimento real do PIB no 2º trimestre de 2026 (variação trimestral)
1º Irlanda: 1,0%
2º Indonésia: 0,9%
3º Angola: 0,7%
4º Malásia: 0,6%
5º Brasil: 0,5%
6º Eslovênia: 0,4%
7º Lituânia: 0,4%
8º Suécia: 0,4%
9º Estados Unidos: 0,4%
10º Sérvia: 0,4%
11º Suíça: 0,4%
12º Cingapura: 0,3%
13º México: 0,3%
14º Tunísia: 0,3%
15º Taiwan: 0,3%
16º Colômbia: 0,3%
17º Turquia: 0,3%
18º Polônia: 0,2%
19º China: 0,2%
20º Canadá: 0,2%
Posição do Brasil entre as maiores economias (PIB nominal)
Com base em projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI) para 2026, o Brasil figura na 10ª posição entre as maiores economias do mundo, com um PIB nominal estimado em US$ 2.635,9 bilhões. À frente estão Estados Unidos, China, Alemanha, Japão, Reino Unido, Índia, França, Itália e Rússia.
A Austin Rating projeta que o PIB nominal brasileiro pode chegar a US$ 2.766,6 bilhões em 2027, o que elevaria o país à 9ª colocação, superando a Rússia, cuja projeção para 2027 é de US$ 2.533,4 bilhões. A consultoria estima também o PIB nominal do Brasil em 2027 equivalente a R$ 14,2 trilhões para 2026, conforme suas projeções.
Projeção das maiores economias em 2026 e 2027 (valores em US$ bilhões)
Principais 2026 (projeção): Estados Unidos: 32.383,9; China: 20.851,6; Alemanha: 5.452,9; Japão: 4.379,3; Reino Unido: 4.264,8; Índia: 4.153,2; França: 3.596,1; Itália: 2.738,2; Rússia: 2.656,5; Brasil: 2.635,9.
Ranking projetado para 2027 entre as 15 maiores economias (valores em US$ bilhões): Estados Unidos: 33.790,0; China: 21.929,0; Alemanha: 5.642,2; Índia: 4.579,1; Japão: 4.561,6; Reino Unido: 4.466,1; França: 3.672,1; Itália: 2.805,9; Brasil: 2.766,6; Canadá: 2.640,4; Rússia: 2.533,4; México: 2.222,0; Austrália: 2.211,3; Espanha: 2.186,5; Coreia do Sul: 2.010,5.
O conceito de PIB nominal refere-se ao valor total de bens e serviços produzidos por um país a preços correntes, sem ajuste pela inflação, e é usado para comparar o tamanho das economias.
Fonte: G1


