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sexta-feira, setembro 11, 2026

Casas Bahia prevê 2027 mais difícil que 2026 e entra com pedido de recuperação judicial

Quem: Grupo Casas Bahia, presidido pelo executivo Renato Franklin.

O que: A varejista anunciou um pedido de recuperação judicial e informou que projeta um cenário econômico para 2027 mais adverso do que o observado em 2026. Como parte da reestruturação, a empresa determinou o fechamento de cerca de 298 lojas, o que corresponde a aproximadamente 30% da sua rede.

Quando e onde: O pedido foi protocolado na noite de domingo, 16 de agosto de 2026, no Foro Central Cível de São Paulo, instância especializada em falências e recuperações judiciais.

Como: A medida abrange a controladora e outras nove empresas do grupo, com o objetivo de reorganizar as finanças e renegociar cerca de R$ 17,3 bilhões em dívidas, preservando a operação dos canais de venda, incluindo lojas físicas e comércio eletrônico. A decisão teve aprovação do Conselho de Administração e do acionista controlador e, por ser apresentada em caráter de urgência, precisa ser confirmada em Assembleia Geral Extraordinária.

Por que: Segundo a companhia, a expectativa de piora no quadro macroeconômico e o elevado nível de endividamento das famílias reduziram a capacidade de crédito dos consumidores. O presidente-executivo afirmou que a empresa não conta com melhora no cenário macroeconômico e que medidas que sustentaram o consumo no curto prazo podem pressionar negativamente as condições de crédito no futuro. Em resposta, a Casas Bahia passou a adotar critérios mais restritivos na concessão de financiamentos.

O pedido de recuperação judicial é apresentado como um desfecho de um processo de reestruturação iniciado em meados de 2023, quando foi lançado um Plano de Transformação para cortar custos, ganhar eficiência operacional e aumentar geração de caixa. Na primeira etapa do plano, 55 lojas consideradas deficitárias foram fechadas até o fim de 2023, e a empresa reduziu cerca de 8.600 postos de trabalho.

Em 2024, houve uma renegociação extrajudicial de dívidas da ordem de R$ 4,1 bilhões com instituições financeiras, e a expectativa era de que a queda de juros e a retomada do consumo estabilizassem as finanças. No entanto, a companhia relata que o ambiente econômico permaneceu desfavorável. Em agosto de 2026, durante a segunda fase do plano, foram dispensados cerca de 3.000 funcionários e encerradas quase 300 lojas.

Atualmente, o grupo declara empregar mais de 20 mil pessoas e afirma que a recuperação judicial é necessária para preservar empregos e garantir a continuidade das operações enquanto busca renegociar suas obrigações financeiras.

Fonte: G1

Evaldo Ribeiro
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Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo Portal em Destaque, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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