Fifa anula cartão e mercados de previsão favorecem seleção dos EUA
O que aconteceu: A Fifa cancelou a suspensão aplicada ao atacante Folarin Balogun, tornando-o elegível para a partida entre Estados Unidos e Bélgica marcada para segunda-feira, 6 de julho de 2026. Após o anúncio, plataformas de mercados de previsão passaram a apontar os norte-americanos como favoritos no confronto.
Quem está envolvido: O jogador Folarin Balogun, a Federação Internacional de Futebol (Fifa), o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente da Fifa, Gianni Infantino. Também reagiu a Federação Belga de Futebol, que questionou a decisão.
Quando e como foi tomada a decisão: No domingo anterior ao jogo, a Fifa informou que a suspensão de Balogun foi anulada depois de um processo independente de revisão disciplinar previsto no regulamento da entidade. A decisão baseou-se no artigo 27 do Código Disciplinar da Fifa, que permite à instância judicial suspender, total ou parcialmente, a execução de sanções e submeter o atleta a um período de prova, entre outras condições específicas do procedimento.
Impacto nas apostas: Na plataforma Polymarket, as probabilidades passaram a indicar 40% de chance de vitória dos EUA, 34% para a Bélgica e 28% de empate. Na Kalshi, os EUA aparecem com 53% contra 47% dos belgas. Antes da reversão da punição, a Bélgica liderava as projeções em ambas as plataformas.
Observação sobre as plataformas: Polymarket e Kalshi são mercados de previsão, em que usuários negociam contratos com base na probabilidade de eventos. No Brasil, esse tipo de serviço foi bloqueado pelo governo federal, que considerou a operação fora do escopo regulatório aplicável a apostas e mercados financeiros; o bloqueio ocorreu após a confirmação da liberação de Balogun.
Contexto disciplinar e comunicação entre lideranças: Balogun havia sido expulso na partida contra a Bósnia e Herzegovina por uma jogada em que foi avaliado como pisando no tornozelo de um adversário; o cartão vermelho foi aplicado pelo árbitro Raphael Claus. O presidente dos EUA, Donald Trump, disse ter solicitado pessoalmente ao presidente da Fifa revisão do cartão. Infantino confirmou ter recebido a ligação e afirmou que tratou do tema com Trump, ao mesmo tempo em que ressaltou que os órgãos judiciais da Fifa atuam de forma independente.
Reação belga: A Federação Belga de Futebol recorreu à Fifa, argumentando que um jogador expulso deve cumprir suspensão automática na partida seguinte e afirmando não ter recebido justificativa formal pela liberação. A Fifa rejeitou o recurso alegando que a Bélgica não era parte do processo de revisão e, portanto, não tinha legitimidade para impugnar a decisão. Com isso, Balogun permaneceu disponível para o confronto.
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