As exportações brasileiras de açúcar enfrentaram queda significativa no primeiro semestre de 2026, com forte impacto na arrecadação cambial do setor. Dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que o país embarcou 12,29 milhões de toneladas de açúcares e melaços entre janeiro e junho, recuo de 4,39% na comparação com o mesmo período de 2025.
A receita proveniente dessas vendas somou US$ 4,43 bilhões no semestre, o que representa redução de 24,98% em relação aos US$ 5,90 bilhões registrados no primeiro semestre de 2025. A queda nas cotações internacionais do açúcar é apontada como principal fator por trás da deterioração da receita do segmento.
Desempenho em junho
No mês de junho, os embarques brasileiros totalizaram 3,13 milhões de toneladas de açúcares e melaços, queda de 7,16% na comparação anual. A receita obtida com as vendas em junho foi de US$ 1,09 bilhão, ante US$ 1,44 bilhão no mesmo mês de 2025, uma retração de 24,26%.
O preço médio por tonelada exportada em junho caiu para US$ 349,59, o que representa retração de 18,42% em relação aos US$ 428,54 por tonelada apurados em junho de 2025. A redução do valor médio explicita a perda de receita mesmo em volumes que, embora menores, não recuaram proporcionalmente ao impacto sobre a arrecadação.
Pressão do mercado internacional
No acumulado do primeiro semestre, o preço médio das exportações caiu de US$ 458,79 para US$ 360,01 por tonelada, evidenciando a pressão exercida pelas cotações externas sobre a rentabilidade das vendas brasileiras. A combinação de menor volume embarcado e preços internacionais em declínio resultou em forte perda de receita cambial para o setor.
Apesar da piora nos números, o Brasil mantém a posição de maior exportador mundial de açúcar. No entanto, o desempenho observado em 2026 sinaliza um ambiente mais desafiador para produtores e para a economia regional dependente da atividade açucareira.
Fonte: Uberlandianofoco


